Prevalência de zumbido em pacientes acometidos pela COVID-19: uma revisão sistemática
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Data
2023-07-20
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Editor Literário
Resumo
A pandemia da SARS-CoV-2 vem gerando relatos de aumento nos casos de novo zumbido e
alterações em episódios crônicos e/ou pré-existentes. Porém, não se tem dados estabelecidos
em relação à prevalência do zumbido e suas correlações com a COVID-19. Objetiva-se
analisar a prevalência de zumbido em sujeitos acometidos pela COVID-19, bem como
detalhar suas características e a correlação entre os dois fatores. As bases de dados eletrônicas
selecionadas foram: Pubmed (Medline), Web of Science, Literatura Latino-Americana e do
Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (Scielo); com
a seguinte estratégia (sem filtros): (Covid-19 OR SARS-CoV-2 OR Ad26COVS1 OR
ChAdOx1 nCoV-19) AND (Tinnitus). Adotaram-se três etapas de pesquisa: análise de títulos
e resumos, leitura integral dos artigos selecionados e extração de dados; realizadas no período
de agosto a setembro de 2022 e atualizadas em julho de 2023. Fez-se uso dos Itens de
Relatório Preferidos para Revisões Sistemáticas e Meta-análises (PRISMA) e, para avaliação
de qualidade das evidências, foi utilizada a classificação Oxford Centre for Evidence-based
Medicine e o sistema Grading of Recommendations Assessment, Development and
Evaluation (GRADE). Foram encontrados 327 artigos, dos quais 37 foram selecionados.
Destes, tem-se onze estudos transversais, quatro estudos do tipo caso-controle, três do tipo
coorte e dezenove estudos observacionais. O somatório das amostras resultou em um número
agregado de 399.524 pacientes incluídos nesta revisão. Verificou-se a prevalência de zumbido
de forma diversa, variando de 0,2% a 96,2%. A maior parte dos artigos trouxe informações
incompletas e/ou ausentes. A Hipertensão Arterial Sistêmica mostrou-se a doença de base
mais comum. Por fim, teve-se predominância de alteração/perda auditiva e de distúrbios
olfativos e gustativos, seguido de febre e tosse. Conclui-se que a prevalência de zumbido
novo varia entre 0,2% e 96,2%, já o zumbido pré-existente obteve dados que indicam
ocorrência de 8% a 76,2%. Não foi possível analisar de forma satisfatória as características do
zumbido. Não se pode determinar uma correlação direta entre zumbido e a COVID-19, uma
vez que este sintoma pode ser influenciado por outros fatores
Descrição
Trabalho de conclusão de curso (Graduação) - Fonoaudiologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Palavras-chave
COVID-19, Zumbido, Prevalência, Fonoaudiologia, [en] COVID-19, [en] Tinnitus, [en] Prevalence, [en] Speech, Language and Hearing Sciences