Análise do efeito da terapia de alto fluxo em pacientes hipercápnicos dependentes de suplementação de oxigênio. Um estudo transversal.

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Introdução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) tem sido uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo. Sua forma de apresentação varia em pacientes hipoxêmicos com ou sem hipercapnia, sendo a insuficiência respiratória hipercápnica uma condição associada a um risco aumentado de desfechos desfavoráveis para este grupo. Baseado na necessidade de utilização da oxigenoterapia por pacientes com DPOC e hipercápnicos, estudos sobre forma de administração de oxigênio precisam ser desenvolvidos visando a forma mais segura deadministrar a oxigenoterapia sem prejuízo ao paciente no que diz respeito à piora da retenção de CO2 em decorrência do uso indiscriminado de oxigênio. Objetivo: Avaliar se o uso de oxigenoterapia por cânula nasal de alto fluxo (CNAF) produz alterações gasométricas consideráveis na pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) em indivíduos DPOC hipercápnicos e dependentes de suplementação de oxigênio. Métodos: Foram incluídos no estudo pacientes com DPOC e hipercápnicos que utilizam a forma convencional de administração de oxigênio por cateter nasal (CN), óculos nasal (ON) ou máscara de Hudson (MH) e CNAF. Foram coletados dados de gênero, idade, pO2 inicial e final após 24h, pCO2 inicial e final após 24h, pH inicial e final após 24h (uso de ON, MH e CNAF). O estudo foi composto por um grupo denominado alto fluxo que fez uso do CNAF durante o período da internação e um grupo denominado oxigenoterapia convencional que utilizou somente as formas convencionais de oxigenoterapia (ON e MH), sendo os dados gasométricos avaliados em ambos os grupos na admissão no Centro de Terapia Intensiva (CTI) e vinte e quatro horas após. O desfecho principal foi a pCO2 avaliada pré e pós oxigenioterapia por meio da gasometria arterial. Resultados: A amostra estudada foi de 52 pacientes sendo 26 homens e 26 mulheres com idade média de 72 anos. Na amostra, as principais comorbidades predominantes foram a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e a diabetes mellitus (DM) com maior incidência nos pacientes do grupo alto fluxo. A pO2 apresentou diferença significativa entre os grupos, visto que no grupo alto fluxo a pO2 foi aproximadamente 22 mmHg mais alta que no grupo oxigenoterapia convencional (85,8 ± 15,7; 107,7 ± 30,7; p= 0,004). Já com relação à análise da pCO2 após 24h da admissão, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (48,8 ± 9,9). Conclusão: o uso do CNAF não reduziu a pCO2 em pacientes com DPOC e hipercápnicos que necessitam de suplementação de oxigênio, no entanto, seu efeito sobre os desfechos clínicos ainda permanece incerto, pois ainda não existem muitos estudos acerca dos desfechos a longo prazo.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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