Qualidade de movimento e desempenho motor no movimento de alcance de membro superior após AVC
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Introdução: O deslocamento anterior do tronco excessivo durante a tarefa de alcance é
uma estratégia motora comum após o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que visa
compensar a extensão limitada do cotovelo. Em indivíduos pós-AVC, as estratégias de
compensação na tarefa de alcançar a frente são bem descritas na literatura. No entanto,
até o momento, nenhum estudo investigou o quanto a extensão do cotovelo e o
deslocamento do tronco determinam a qualidade do movimento e o perfil de velocidade
durante toda a trajetória do movimento de alcance em indivíduos com diferentes níveis
de comprometimento motor. Objetivo: Investigar o quanto a extensão de cotovelo e o
deslocamento anterior de tronco influenciam durante toda a trajetória do movimento de
alcance em indivíduos com diferentes graus de comprometimento motor após AVC.
Métodos: 40 participantes pós-AVC foram divididos nos grupos grave (n=21) e
leve/moderado (n=19). O desempenho motor e a qualidade do movimento durante o
alcance de membro superior foram avaliados pela Análise Cinemática e comparados por
Equação de Estimativa Generalizada. A medida estatística paramétrica (SPM) com o
teste T de duas amostras foi utilizada para analisar toda a trajetória do movimento
durante a análise cinemática dos movimentos de tronco e de cotovelo. Resultado:
Analisando toda a amostra, em relação ao desempenho motor, o tempo total do ciclo de
movimento teve correlação moderada com a extensão de cotovelo (-0,420) e com o
deslocamento anterior de tronco (0,503). O perfil de velocidade teve correlação apenas
com a extensão de cotovelo, sendo velocidade na fase ida (0,487), na fase de retorno
(0,408) e pico de velocidade (0,413). Quanto a qualidade do movimento, as duas
variáveis de suavidade correlacionaram-se com a extensão de cotovelo - jerk (-0,320) e
Número de Unidades de Movimento (NMU) (-0,472) - e com o deslocamento de tronco –
jerk (0,382) e NMU (0,614). De acordo com a regressão, apenas a extensão de cotovelo
influenciou o perfil de velocidade (25,6%). Apenas o deslocamento de tronco predisse
33,7% da qualidade de movimento. Os indivíduos com comprometimento motor grave
apresentaram pior movimento de cotovelo e tronco durante o primeiro terço da fase de
ida e em todas as fases de ajuste do movimento de alcance comparados aos indivíduos
leve/moderado. Conclusão: Melhorar a extensão de cotovelo irá impactar positivamente
no desempenho motor de indivíduos pós-AVC, independente do grau de
comprometimento. Evitar o uso excessivo de tronco levará à um movimento de alcance
mais suave e preciso, com mais qualidade de movimento. Especialmente em indivíduos
com comprometimento motor grave, a reabilitação deverá ser focada na melhora da
extensão de cotovelo durante a metade da fase de ida e todas as fases de ajuste do
movimento de alcance de MS.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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