Doação após morte circulatória e transplante de pulmão
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Wagner Wessfll
Resumo
Introdução: O Transplante Pulmonar (TxP) é a modalidade mais eficaz para o tratamento
de pacientes com doenças pulmonares em estágio terminal. Infelizmente, muitas pessoas
não podem se beneficiar dessa terapia devido à disponibilidade insuficiente de doadores.
Em nosso primeiro artigo, discutimos a Doação após Morte Circulatória (DMC), que sem
dúvida é essencial entre as estratégias desenvolvidas para aumentar o pool de doadores.
No entanto, existem considerações éticas e legislativas no processo de doação da DMC
que são diferentes da Doação após Morte Encefálica (DME). Entre outros, os aspectos
críticos do DMC são o conceito de terminalidade, a cessação de tratamentos fúteis e
retirada de terapia de suporte de vida. Além disso, descrevemos uma justificativa para o
uso de pulmões provenientes de DMC e fornecemos algumas definições importantes,
destacando as principais diferenças entre DMC e DME, incluindo aspectos fisiológicos
pertinentes a cada categoria. A capacidade única dos pulmões de manter a viabilidade
celular sem circulação, supondo que o oxigênio seja fornecido aos alvéolos – um aspecto
essencial da DMC – também é discutida. É feito uma revisão atualizada da experiência
clínica da DMC para TxP em centros internacionais, avanços recentes na DMC e alguns
dilemas éticos que merecem atenção a esse respeito. Em nosso segundo artigo, baseado
no fato de que o TxP com DMC demonstrou resultados equivalentes em comparação à
DME, quisemos avaliar a segurança da DMC, em comparação com o DME. Os dados do
uso de DMC para receptores de alto risco (AR) são limitados, e é por isso que fizemos
essas comparações entre DMC e DME. Métodos: Realizamos um estudo de “propensity
score matching” para avaliar o impacto do transplante com DMC em receptores de AR.
Além disso, avaliamos o efeito do perfil do receptor (AR vs. não AR) em DMCs e DMEs no TxP. Resultados: Entre 2009 e 2018, foram identificados 1.829 transplantes
pulmonares duplos (TxPD) para receptores de AR. Destes, 131 foram realizados com
doadores DMC. Não houve diferença na sobrevida entre doadores DMCs e DMEs entre
os receptores de AR-TxPD (p=0,16). No entanto, os receptores AR tiveram pior sobrevida
em comparação com os não AR na DMEs (p<0,001), mas não no transplante usando
DMC (p=0,95). Conclusões: Nossos achados sustentam que os pulmões provenientes
de DMC são apropriados para receptores de AR e não devem ser considerados doadores
inferiores ou de alto risco. Seu uso deve, acima de tudo, ser mais estimulado e não
restringido.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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