Testes psicológicos, realidade virtual e rastreamento ocular: estudos de revisão de literatura

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Wagner Wessfll

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A presente dissertação é composta por dois estudos com o objetivo de revisar a literatura científica acerca da aplicação das tecnologias de rastreio ocular e realidade virtual em testes psicológicos. O primeiro estudo trata-se de um artigo de revisão sistemática da literatura sobre a finalidade do uso da tecnologia de rastreamento ocular nos estudos empíricos que fizeram uso de instrumentos para avaliação de construtos psicológicos (funções cognitivas e personalidade) no período de 2010 a 2020. Dos 752 artigos identificados nas buscas iniciais, 23 foram selecionados considerando os critérios de inclusão e exclusão. Os resultados indicaram que a maioria dos instrumentos (70,8%) associados ao rastreamento ocular era de funções cognitivas (atenção, memória, etc.), e o restante era de instrumentos para avaliação de personalidade. Em relação à finalidade do rastreamento ocular nos estudos, essa tecnologia foi utilizada para analisar o processo de resposta e o desempenho nos testes ou tarefas, podendo servir tanto para analisar os movimentos oculares como para selecionar itens ou respostas através da direção do olhar. Os dados dessa revisão evidenciaram a variedade das finalidades e potencialidades do rastreamento ocular na avaliação de construtos psicológicos. Um segundo estudo de revisão da literatura, que resultou em um capítulo de livro, foi conduzido com o objetivo de investigar a aplicação de testes de personalidade, mais especificamente os testes de manchas de tinta de Rorschach e de Zulliger, em ambientes virtuais com rastreadores oculares. Foram encontrados apenas estudos com o teste de Rorschach (n= 26). Os resultados evidenciaram que o rastreamento ocular possibilita compreender as estratégias de processamento visual e investigar os movimentos oculares durante a aplicação do teste, comparar medidas oculares com variáveis específicas do Rorschach e, por fim, verificar diferenças do comportamento ocular entre pacientes com esquizofrenia e amostras não-clínicas quando visualizavam as manchas do teste. Além disso, os estudos destacaram o potencial da tecnologia de rastreamento ocular para auxiliar no desenvolvimento de futuros métodos que não se restrinjam às respostas verbais, mas que incluam também o comportamento ocular durante a coleta e interpretação dos testes de manchas de tinta. A partir destes dois estudos de revisão de literatura, esperamos que outros estudos empíricos sejam desenvolvidos para analisar as vantagens e limitações da aplicação dessas tecnologias (rastreamento ocular e realidade virtual) na aplicação de testes psicológicos.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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