Impacto de um programa de atualização em alimentação infantil para profissionais de saúde em desfechos de saúde em crianças na idade escolar
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Wagner Wessfll
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Objetivos: O objetivo geral desta tese foi avaliar o impacto de um programa de
atualização em alimentação infantil para profissionais de saúde em desfechos de saúde e
a influência de alimentos ultraprocessados no perfil lipídico entre crianças de baixa
condição socioeconômica. Assim, desenvolveram-se dois artigos científicos que
objetivaram: 1) Avaliar o impacto de um programa de atualização em alimentação infantil
para profissionais de saúde nos riscos cardiometabólicos entre crianças aos seis anos de
idade; 2) Avaliar a associação entre consumo de alimentos ultraprocessados na idade pré escolar e níveis do perfil lipídicos na idade escolar. Métodos: O estudo original foi um
ensaio de campo randomizado em Unidades de Saúde (US), na cidade de Porto Alegre,
Brasil. As US foram alocadas nos grupos intervenção (n=9) ou controle (n=11). Nas
unidades intervenção, os profissionais de saúde participaram de sessões de treinamento,
baseado nos “Dez Passos para uma Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois
Anos”. Gestantes no último trimestre de ambos os grupos foram identificadas, convidadas
a participar e inscritas no estudo como mães em potencial para receber o aconselhamento
dietético, fornecido por meio dos profissionais de saúde. Os dados dietéticos foram
coletados por meio de dois inquéritos recordatórios de 24 horas. Aos 6 anos, foram
realizados exames de sangue para medir o perfil lipídico e níveis de resistência à insulina.
Resultados: Os resultados mostraram que 1) Aos 6 anos de idade, foram observadas
diferenças médias significativas entre os grupos intervenção e controle nos níveis de
insulina (-1,05, IC 95% -1,57 a -0,53), HOMA-IR (-0,25; IC95% -0,36 a -0,13), HDL colesterol (3,03, IC 95% 0,15 a 5,90) e triglicerídeos (-8,75 IC 95% -12,67 a -4,84). 2)
Crianças com maior consumo de alimentos ultraprocessados aos 3 anos de idade
apresentaram níveis mais altos de colesterol total (β 8,51 mg/dL; IC95% 1,65 a 15,37) e
triglicerídeos aos 6 anos (β 9,69 mg/dL; IC95% 0,97 a 18,42) em comparação àqueles no
tercil mais baixo. Conclusões: Intervenção na atenção primaria à saúde no início da vida
foi efetiva na redução dos riscos cardiometabólicos de crianças aos 6 anos de idade.
Adicionalmente, nossos resultados destacam a necessidade de estratégias eficazes para
minimizar o consumo de ultraprocessados na infância.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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