Avaliação de uma solução química alternativa para a conservação de material biológico em laboratório de anatomia
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Introdução: As soluções de fixação e conservação a base de formaldeído
permanecem até os dias de hoje como “padrão ouro” para a manutenção de
materiais biológicos em laboratórios de anatomia. Contudo, seus efeitos nocivos à
saúde humana e ao meio ambiente têm impulsionado a busca por soluções
químicas alternativas com potencial suficiente para substituí-lo. Objetivo: O objetivo
deste estudo foi avaliar, através da análise das características organolépticas
(avaliação macroscópica) e do estado de conservação tecidual (avaliação
microscópica), a eficácia de uma solução química alternativa, livre de formaldeído,
para a conservação de peças anatômicas em laboratório de anatomia. Material e
Métodos: Vinte hemiblocos de tecidos biológicos cervicais (laringes e músculos
infra-hióideos) foram coletados de suínos machos (Sus scrofa domestica) e
submetidos aos processos de fixação em solução padrão e posterior conservação
em solução padrão (formol 10%) no grupo controle (GC) ou alternativa (solução em
estudo) no grupo experimental (GE). Avaliações das características organolépticas e
do estado de conservação tecidual com base nos graus de autólise celular foram
realizadas imediatamente após o abate dos animais (fase 1), após 1 mês de fixação
em solução padrão (fase 2) e após 12 meses de conservação em solução padrão ou
alternativa (fase 3). A avaliação organoléptica foi baseada nas características
macroscópicas do material de acordo com a cor, textura, odor de decomposição,
odor da solução e irritação de mucosas. Com base nos graus de autólise celular o
estado de conservação foi classificado como excelente (A), boa (B), satisfatória (C),
insatisfatória (D) e tecido em autólise (E). Resultados: Os dados foram
apresentados na forma de frequência e percentual e analisados estatisticamente
para comparação entre fases e entre grupos (p<0,05). A avaliação organoléptica não
evidenciou alteração dos tecidos na fase 1. Os mesmos apresentaram-se pálidos e
rígidos nas fases 2 e 3 (p<0,05 vs fase 1) sem diferença entre grupos (p>0,05).
Nenhum odor de decomposição foi perceptível nas 3 fases para ambos os grupos.
No GC (fase 2 e 3) e no grupo GE (fase 2), o odor da solução e a irritação das
mucosas foram classificados como não tolerável. Na fase 3 o GE apresentou odor
de solução tolerável com ausência de irritação de mucosas (p<0,05 vs fase 1;2 e vs
GC). Na fase 1, 85% das amostras de músculo, 100% das amostras de cartilagem e 95-100% das amostras de tecido epitelial apresentaram excelente conservação
tecidual (A). O percentual restante recebeu classificação de boa conservação (B).
Na fase 2 e 3, o tecido muscular foi identificado 5 a 10% de amostras classificadas
como conservação satisfatória (C) de modo que houve diferença significativa em
relação aos resultados da fase 1 (p<0,05). Nestas fases, o estado de conservação
das amostras de cartilagem e tecido epitelial foram mantidas. Para estes
parâmetros, não foram encontradas diferenças significativas na comparação entre
grupos. Conclusão: A solução alternativa de conservação mostrou-se eficaz para
manter as características macroscópicas e microscópicas das peças anatômicas da
mesma forma que a solução padrão. Além disso, a solução apresentou odor
tolerável com ausência de irritação de mucosas e manteve consistência tecidual
adequada, favorecendo a manipulação e a dissecação das peças anatômicas.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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