Navegando por Autor "Robinson, Caroline Cabral"
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Item Fatores de Risco para Declínio e Trajetória Funcional de Pacientes previamente independentes após alta da Unidade de Terapia Intensiva(2021-12-09) Dietrich, Camila; Teixeira, Cassiano; Robinson, Caroline Cabral; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoObjetivo: Identificar fatores de risco associados ao declínio funcional, de pacientes previamente independentes, após internação na Unidade de Terapia Intensiva. Analisar através do status funcional desfechos psicológicos a médio prazo e também mortalidade, qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de rehospitalizações a longo prazo. Métodos: Análise post-hoc de um estudo de coorte prospectiva conduzida entre maio de 2014 a dezembro de 2018, em 10 hospitais do Brasil. Foram analisados pacientes previamente independentes (Índice de Barthel ≥ 76) comparados com o Índice 3 e 6 meses após a alta da UTI. Foi considerada perda funcional ao reduzir categorias do índice de Barthel. Para caracterização dos participantes foram coletadas informações sociodemográficas e clínicas no pós alta imediato e acompanhamento telefônico a longo prazo. Foram analisados os preditores para declínio funcional, além dos desfechos de mortalidade, psicológicos, de qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de reinternações hospitalares a longo prazo. Resultados: Os pacientes com declínio da funcionalidade a curto prazo apresentam idade mais elevada, menor escolaridade, maior número de comorbidades e gravidade na internação, maior necessidade de suportes críticos, maior número de disfunções orgânicas, complicações na UTI, além de fraqueza muscular, sintomas de ansiedade e depressão comparados a pacientes que mantiveram seu status funcional. Em outra análise foram estudados pacientes sem recuperação funcional em seis meses, evidenciando maior moralidade, redução da qualidade de vida relacionada a saúde em aspectos físicos, maior número de rehospitalizações a longo prazo. Conclusão: O declínio da funcionalidade aguda de pacientes é acentuado por características prévias, maiores necessidades de suporte e complicações durante a internação na UTI e após a alta. Maioria dos pacientes não consegue recuperar funcionalidade perdida após a alta da UTI e essa condição reflete em maior mortalidade e piora da qualidade de vida no aspecto físico a longo prazo. Estes resultados evidenciam a necessidade de medidas intra e extra hospitalares para que os pacientes não deteriorem tanto na internação e possam retornar mais funcionais à sociedade.Item Intervenções físicas em indivíduos com neuropatia diabética(2018) Robinson, Caroline Cabral; Plentz, Rodrigo Della MéaA neuropatia diabética é uma das complicações mais comuns do diabetes mellitus (DM), responsável por dor, alterações da sensibilidade e maior risco para o desenvolvimento de úlceras nos membros inferiores e amputações. O adequado controle metabólico do DM é o principal fator preventivo da neuropatia. Todavia, o manejo dos sintomas da neuropatia, principalmente da dor neuropática, acaba sendo realizado através de medicamentos. Nem todos os pacientes conseguem aderir ao tratamento medicamentoso, seja pelos efeitos adversos seja por contraindicações. Nesse sentido, intervenções não medicamentosas alternativas ou complementares têm importante papel no manejo desses pacientes. As intervenções físicas são um exemplo. Dentre elas, a estimulação elétrica, já citada em diretrizes clínicas para o controle da dor neuropática, e o exercício físico para auxílio no controle metabólico, ambas amparadas por revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados (ECR). A foto estimulação por laser de baixa intensidade também é uma intervenção complementar para o tratamento da dor neuropática, que vem sendo substituída por alternativas mais acessíveis como diodos emissores de luz (LED). Além disso, novas modalidades de terapia física, como a vibração de corpo inteiro (VCI), têm sido investigadas para melhorar desfechos nestes pacientes. Apesar de essas duas últimas alternativas terem sido investigadas através de ECRs, os resultados são conflitantes, dificultando a tomada de decisão por parte do profissional. Dessa forma, propôs-se realizar revisões sistemáticas para sumarizar o efeito da fototerapia por LED infravermelho e da VCI em desfechos importantes para pacientes com diabetes e neuropatia diabética. A partir dessas revisões sistemáticas, foi possível identificar que a fototerapia por LED infravermelho promove pequena, porém significativa, melhora na sensibilidade plantar protetora de pacientes com neuropatia diabética, entretanto os efeitos são sustentados por poucas semanas. Em relação à dor neuropática, a evidência atual é fraca e demonstra não haver efeito do LED infravermelho sobre esse desfecho. A VCI combinada a exercícios promove pequena, porém significativa, 9 melhora no controle glicêmicos de pacientes com DM tipo 2, no entanto são necessários mais estudos para saber se este efeito é atribuído à VCI, ao exercício ou à combinação de ambos. Em pacientes com neuropatia diabética, também foi identificada pequena, porém significativa, redução da glicemia após intervenção com VCI. Não foram encontrados estudos que investigassem o efeito da VCI na sensibilidade plantar protetora de pacientes com neuropatia diabética e, apesar de estudos primários indicarem benefícios da utilização de VCI na redução da dor neuropática e no equilíbrio desses indivíduos, os estudos apresentam alto risco de viés e a qualidade da evidência torna-se pouco confiável. Por fim, conclui-se que há espaço para mais ECRs com baixo risco de viés para fortalecer a qualidade das evidências atuais.