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Submissões Recentes

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    Panorama das Glomerulopatias na América Latina: revisão sistemática e análise clínico-histopatológica em um hospital terciário
    (2025-10-13) Palma, Raphael Hemann; Keitel, Elizete; Meinerz, Gisele; Programa de Pós-Graduação em Patologia
    Introdução: As glomerulonefrites representam uma causa significativa de doença renal crônica, sendo a biópsia renal uma ferramenta fundamental para seu diagnóstico. No Brasil, estudos prévios identificaram GESF como a glomerulopatia mais frequente. Objetivo: Avaliar os principais diagnósticos de glomerulonefrite em um centro terciário de referência em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, descrever suas características clínicas e laboratoriais, e comparar os achados com estudos prévios realizados no Brasil e em outros países. Métodos: Estudo descritivo conduzido na Santa Casa de Porto Alegre entre 2021 e 2023, incluindo pacientes adultos submetidos à biópsia renal com diagnóstico histológico de glomerulonefrite. Foram analisados dados clínicos, laboratoriais e histológicos dos pacientes. Resultados: Um total de 366 pacientes foram incluídos. Ao longo do período estudado, observou-se um aumento de 21% no número de biópsias realizadas. A principal indicação para biópsia foi síndrome nefrótica, seguida por proteinúria não nefrótica, com ou sem hematúria. A Nefropatia por IgA foi a glomerulopatia mais prevalente (20%), seguida por GESF e nefrite lúpica. Discussão: Os achados demonstram uma tendência crescente no número de biópsias renais realizadas ao longo dos anos, o que é consistente com estudos anteriores da América Latina. Além disso, observa-se uma mudança no perfil epidemiológico das glomerulopatias no Brasil, sendo este o primeiro estudo a relatar a Nefropatia por IgA como a forma mais frequente de glomerulonefrite. Conclusão: Este foi o primeiro estudo brasileiro a identificar a Nefropatia por IgA como a glomerulonefrite mais prevalente, além de revelar uma maior representatividade da proteinúria não nefrótica como indicação para biópsia. Os resultados reforçam a importância da criação de um registro nacional unificado, da ampliação do acesso à microscopia eletrônica e da reavaliação crítica dos pacientes com diagnóstico presumido de nefropatia hipertensiva como principal causa de doença renal crônica.
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    Discurso de ódio em homens autores de violência contra a parceira íntima e perspectivas de mudança
    (2025-11-24) Pires, Pedro Henrique Carneiro Pazzini; Boeckel, Mariana Gonçalves; Godoy, Ana Boff de; Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde
    Esta dissertação visou investigar a presença de discurso de ódio em homens acusados de violência contra a mulher, autuados pela Lei Maria da Penha, e participantes do Grupo Reflexivo de Gênero intitulado Grupo Psicoeducativo para Homens Acusados de Violência (GPHAV-online), e as possíveis mudanças nesses discursos ao longo das intervenções psicoeducativas reflexivas. Trata-se de uma análise qualitativa de caráter longitudinal e documental cujo corpus de pesquisa foi composto de gravações e transcrições dos encontros de três edições completas do protocolo GPHAV-online, ocorridas nos anos de 2022 e 2024. O corpus foi agrupado e dividido em dois estágios: os 06 encontros iniciais (estado inicial) e os 03 encontros finais (efeitos da intervenção). A abordagem da Análise de Discurso francesa de Michel Pêcheux foi utilizada para compreender as filiações e deslocamentos de discursos considerados como de ódio. Como resultados, pôde ser observada uma Formação Discursiva Machista Estruturante dominante, composta da confluência entre três aspectos interdependentes 1) crenças de gênero biologizantes e restritivas; 2) reacionarismo frente às conquistas feministas ou antifeminismo e 3) uma defesa e instrumentalização da violência como mecanismo legítimo de resolução de conflitos. As produções desta FD Machista Estruturante correspondem a expressões de discurso de ódio contra a mulher. Ao longo da aplicação do protocolo, observaram-se também, deslocamentos discursivos, que assinalam desidentificações à FD nos sujeitos, como em sinais de questionamento e atenuação parcial dos enunciados de ódio, em especial no aspecto de defesa e instrumentalização da violência, podendo já não naturalizá-la integralmente, e desenvolver novas estratégias de resolução de conflitos. Entende-se que Grupos Reflexivos de Gênero favorecem espaços de problematização de crenças naturalizadas e legitimadoras da violência, e, como intervenção educativa e preventiva do combate à violência contra a mulher, representam uma ferramenta relevante de política pública.
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    O impacto do Perfil Glicêmico na Dinapenia em pacientes com Doença Hepática Esteatótica associada a Disfunção Metabólica
    (2024-12-19) Álvaro, Vanessa da Silva; Tovo, Cristiane Valle; Ferreira, Luís Fernando; Programa de Pós-Graduação em Medicina: Hepatologia
    Estudos recentes demonstraram haver relação entre a doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (MASLD) e a dinapenia, sendo o perfil glicêmico um dos possíveis fatores comuns entre as duas condições. Objetivo: Correlacionar o perfil glicêmico com a funcionalidade muscular de pacientes com MASLD. Métodos: Estudo observacional prospectivo, onde foram avaliados pacientes com diagnóstico de MASLD atendidos no Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Foram coletados dados antropométricos, força de aperto de mão, e exames bioquímicos. Para definição do estadiamento de fibrose hepática foi adotado o escore FIB-4, e para avaliação da resistência à insulina o Lipid Accumulation Product (LAP). Para a caracterização da dinapenia adotou-se um ponto de corte baseado na própria amostra, sendo FAM <18,399Kg/f para mulheres, e <24,355 Kg/f para homens. Teste T de Student para amostras independentes foi utilizado para comparação das médias. Correlações avaliadas através do coeficiente de correlação de Spearman (rs) ou QuiQuadrado de Spearman. Resultados: Dos 205 pacientes avaliados, 175 eram nãodinapênicos (85,37%) e 30 dinapênicos (14,63%). Alta prevalência de hipertensão arterial sistêmica (76%), DM2 (58%) e dislipidemia (68%). Houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos dinapênicos e não-dinapênicos em circunferência abdominal (menor valor no grupo com dinapenia), e ALT e colesterol total (menor valor no grupo sem dinapenia). Nas correlações com a FAM, observouse correlações inversas com a insulina na amostra total e nos grupos sem dinapenia, e com o escore LAP no grupo sem dinapenia. Em relação aos indicadores do perfil glicêmico e o grau de comprometimento hepático, houve correlações entre glicose e o escore FIB-4 e insulina e FIB-4 na amostra total e no grupo sem dinapenia, e; entre glicose e ferritina, e entre insulina e ferritina no grupo com dinapenia. Conclusão: Não foi possível correlacionar o perfil glicêmico com a dinapenia de pacientes com MASLD. Ainda que não tenham sido observadas correlações fortes entre FAM, perfil glicêmico e comprometimento hepático, destacam-se a inter-relação entre dinapenia e MASLD com a síndrome metabólica, que pode contribuir para a progressão de ambas as condições.
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    Relação dose-resposta no treinamento com exercício nórdico de isquiotibiais
    (2025-12-17) Franke, Rodrigo de Azevedo; Baroni, Bruno Manfredini; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
    A presente tese foi constituída por dois artigos originais que avaliaram a influência do volume de treinamento com o exercício nórdico de isquiotibiais (Nordic Hamstring Exercise – NHE) na força excêntrica. O primeiro consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise e meta-regressão que teve como principais objetivos avaliar os ganhos de força com programas de treinamento com o NHE na força excêntrica, concêntrica e isométrica, além de analisar a possível existência de uma relação de dose-resposta entre volume e força. Os resultados demonstraram ganhos de força excêntrica superiores a força concêntrica, em especial no próprio gesto do NHE, enquanto a força isométrica não apresentou aumento. Contudo, a análise de meta-regressão não apresentou associação entre nenhuma das oito variáveis de descrição de volume adotadas e, portanto, não foi possível constatar a existência de uma relação de dose-resposta entre volume e ganhos de força. A dificuldade em controlar a intensidade do NHE, que depende da capacidade de cada indivíduo em suportar o controle do peso do corpo até o solo, é um dos principais fatores limitantes da análise. Além disso, a duração das intervenções e o nível de condicionamento da amostra também podem afetar a relação entre volume e ganho de força. De um ponto de vista prático, prescrever volumes altos de NHE nas primeiras semanas de treinamento para indivíduos que não estejam acostumados com esse exercício é desnecessário. Uma margem entre 29-64 repetições semanais do NHE, após um período de inicial de incremento progressivo, contemplaria não-atletas e atletas desacostumados com o NHE. Volumes maiores podem ser necessários em atletas proficientes com esse exercício, contudo, investigações mais profundas são necessárias para confirmar essa hipótese. Já o segundo artigo que compõe a presente tese teve como objetivo avaliar se a implementação de um regime de microdose seria capaz de sustentar os ganhos de força excêntrica obtidos na pré-temporada de atletas de rúgbi e futebol americano. Baseado no primeiro estudo da tese, incorporamos um volume incremental que alcançou o máximo de 60 repetições semanais ao longo de um período de cinco semanas em um total de 34 atletas. Após esse período, os mesmos foram randomizados em dois grupos de 17 indivíduos, em que um grupo manteria um regime de microdose (10% da dose semanal máxima) e o outro grupo pararia completamente a utilização do NHE por 10 semanas. Os atletas apresentaram índices satisfatórios de aderência, com 90% no período de volume convencional e 93% no período da microdose. Os resultados demonstraram um ganho significativo de força excêntrica de mais de 9% no curto período de pré-temporada com volume convencional. Contudo, os ganhos de força foram perdidos por completo em ambos os grupos após um período de apenas cinco semanas. Nas cinco semanas finais, os ganhos de força permaneceram no mesmo nível. Os resultados demonstram que a microdose empregada não foi suficiente para sustentar durante a temporada os ganhos de força adquiridos na pré-temporada com um volume convencional de treinamento com o NHE, sendo necessário um estímulo maior para tal fim.
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    Membros superiores durante a marcha na doença de Parkinson: análise cinemática e abordagens terapêuticas
    (2024-10-11) Cabeleira, Maria Eduarda Parcianello; Cechetti, Fernanda; Martinez, Flavia Gomes; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
    A presente tese investiga o comportamento dos membros superiores de indivíduos com doença de Parkinson (DP) durante a marcha e propõe ferramentas terapêuticas para mitigar as dificuldades enfrentadas por essa população. A tese é composta por dois estudos principais. O primeiro estudo, um estudo observacional transversal, teve como objetivo analisar a fase relativa contínua (CRP) e a variabilidade da coordenação nas diferentes fases do ciclo da marcha em idosos com DP, comparando-os com idosos sem DP. Foram incluídos 20 idosos com DP e 10 idosos sem DP. Os participantes foram submetidos a uma análise cinemática da marcha utilizando um sistema de captura de movimento tridimensional em uma esteira a velocidades de 0,28 e 0,83 m/s. A média da CRP e a variabilidade da coordenação nos pares ombrocotovelo e ombro-quadril foram calculadas. A análise estatística utilizou o método GEE para comparar os grupos e avaliar as interações grupo*velocidade. Os resultados mostraram uma interação significativa grupo*velocidade na CRP ombro-quadril durante a fase de apoio terminal e a fase de impulso. A variabilidade da coordenação ombro-cotovelo diminuiu com o aumento da velocidade em todas as fases de apoio, enquanto a variabilidade da coordenação ombro-quadril aumentou com o aumento da velocidade apenas na fase de impulso. Esses achados indicam que idosos com DP exibem estratégias distintas de coordenação entre membros superiores e quadril à medida que a velocidade da caminhada aumenta, especialmente nas fases finais do ciclo da marcha. O segundo estudo, um ensaio clínico randomizado, investigou os efeitos da caminhada nórdica (CN) e da dança brasileira (DB) na força dos membros superiores e na cinemática da marcha de pacientes com DP. Foram incluídos 30 sujeitos com DP, divididos em dois grupos: 16 no grupo CN e 14 no grupo DB. Os participantes passaram por um treinamento de 22 sessões, com duração de 60 minutos cada. A força dos membros superiores foi avaliada através de um teste de preensão manual, e a cinemática dos membros superiores foi analisada utilizando um sistema de captura de movimento tridimensional. A análise estatística utilizou o método GEE para comparar os grupos e avaliar as interações grupo*tempo. Diferenças estatísticas foram encontradas na interação grupo*tempo para o teste de preensão manual, favorecendo o grupo DB. A assimetria do balanço dos braços diminuiu em ambos os grupos. O deslocamento do braço em relação à pelve foi reduzido para ambas as intervenções. Em conclusão, a DB pode melhorar a força dos membros superiores, e ambas as intervenções podem reduzir a assimetria do balanço dos braços durante a caminhada em pacientes com DP. Em conjunto, os estudos sugerem que uma abordagem abrangente para a reabilitação da marcha em pessoas com DP deve incluir intervenções para melhorar a coordenação entre membros, fortalecer os membros superiores e melhorar a simetria do balanço dos braços. Isso pode resultar em uma marcha mais estável e eficiente.

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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