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Submissões Recentes

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    Liderança engajadora, Burnout e engajamento em trabalhadores brasileiros da Enfermagem
    (2025-11-13) Cleff, Indira Bonfanti; Vazquez, Ana Claudia Souza; Gestão em Saúde
    RESUMO: Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a liderança engajadora, o burnout e o engajamento entre trabalhadores da enfermagem no Brasil. Por meio de abordagem quantitativa e delineamento transversal, foram aplicadas escalas validadas para o Brasil (LE-12, BAT-12 e UWES-9) em uma amostra de 75 trabalhadores da enfermagem. As análises estatísticas, realizadas no software JASP, incluíram correlação de Pearson, regressão linear e teste t para amostras independentes. Os resultados revelaram que a liderança engajadora apresentou efeito protetivo significativo sobre o risco de burnout, explicando 23% de sua variância, além de demonstrar associação positiva com o engajamento no trabalho em uma subamostra (n=19). Observou-se que trabalhadores atuantes em unidades de terapia intensiva e setores de emergência apresentaram níveis mais elevados de esgotamento ocupacional, evidenciando a vulnerabilidade desses contextos laborais . Conclui-se que a liderança engajadora constitui um importante recurso organizacional para a promoção da saúde mental, contribuindo para reduzir o burnout e fortalecer o engajamento no trabalho.
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    Mapeamento do Bruxismo em crianças: uma revisão de escopo sobre associações, avaliação e terapia fonoaudiológica
    (2025-11-11) Menezes, Letícia Magalhães de; Rech, Rafaela Soares; Fonoaudiologia
    Objetivo: mapear a produção científica sobre o bruxismo do sono e em vigília na população infantil, identificando fatores associados de interesse para a Fonoaudiologia, instrumentos de avaliação e abordagens terapêuticas, a fim de sintetizar tendências, lacunas de conhecimento e implicações para a prática clínica. Método: revisão de escopo, seguindo as recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute e do Checklist Prisma (PRISMA-ScR), para responder à pergunta: “Quais fatores associados ao bruxismo infantil, bem como os modelos de avaliação e as estratégias terapêuticas, têm sido descritos na literatura científica com relevância para a prática fonoaudiológica?”. O protocolo de busca foi baseado na estratégia de População, Conceito e Contexto (PCC). Os artigos foram pesquisados nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scopus, CINAHL, Embase e Web of Science. Resultados: encontraram-se 21 artigos, sendo 15 sobre associações, três sobre avaliação e três sobre intervenção. Não foram encontradas evidências de um instrumento avaliativo padronizado e específico para a temática. Quanto às intervenções, constatou-se a ausência de pesquisas sobre reabilitação fonoaudiológica nessa população. Conclusão: identificaram-se lacunas na padronização da avaliação do bruxismo infantil e de seus reflexos funcionais. As intervenções encontradas limitaram-se a abordagens complementares para alívio da dor, sem evidências de terapias voltadas à restauração do equilíbrio do sistema estomatognático em casos de comprometimento miofuncional. Observou-se associação do bruxismo com fatores como respiração oral, distúrbios do sono, TDAH, TEA, hábitos orais e uso excessivo de telas, os quais podem orientar a anamnese clínica. Recomenda-se o desenvolvimento de evidências focadas na avaliação e na reabilitação dos desfechos miofuncionais relacionados ao bruxismo infantil, com ênfase no equilíbrio muscular e nas funções estomatognáticas.
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    Desenvolvimento de uma ferramenta digital para aplicação de questionário de monitoramento auditivo infantil
    (2025-11-10) Aguiar, Júlia Fonseca de; Machado, Márcia Salgado; Teixeira, Adriane Ribeiro; Rech, Rafaela Soares; Andrade, Dieine Estela Bernieri Schiavon de; Fonoaudiologia
    Objetivo: Desenvolver uma ferramenta digital para a aplicação de um questionário de monitoramento auditivo infantil. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico constituído pelo processo de instrumentalização de um questionário, o qual contém perguntas relacionadas à audição da criança do nascimento até o primeiro ano de vida. A ferramenta é composta por um software que realiza o envio do questionário para os responsáveis das crianças. Considera-se risco de alteração quando há uma resposta “não” a qualquer uma das perguntas, em qualquer mês. O desenvolvimento da ferramenta envolveu três etapas: elaboração do questionário virtual, armazenamento dos dados e envio dos formulários aos responsáveis. Para cada etapa, diferentes recursos digitais foram analisados e testados, de modo a compor uma solução integrada para aplicação virtual do questionário. Resultados: A estratégia mais viável consistiu na criação de formulário digital personalizado, com armazenamento de dados em Planilhas Google e envio dos formulários via Gmail. A ferramenta opera identificando diariamente as crianças a serem monitoradas e realizando o envio de e-mails aos responsáveis de modo automático. As respostas dos formulários também são automaticamente registradas e organizadas no banco de dados, proporcionando maior eficiência no processo de acompanhamento das crianças. Conclusão: A ferramenta resultou em um sistema funcional, com êxito nas etapas de aplicação virtual do questionário. Configura-se como estratégia alternativa potencial para programas de monitoramento auditivo infantil, com vistas à identificação de perda auditiva e ao diagnóstico precoce. Estudos futuros avaliarão sua viabilidade, aplicabilidade e efetividade em contextos práticos.
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    Parâmetros acústicos da deglutição de indivíduos com e sem doença neurológica: um estudo transversal comparativo
    (2025-11-11) Mello, Gabrielly Pagliarini de; Rech, Rafaela Soares; Andrade, Dieine Estela Bernieri Schiavon de; Fonoaudiologia
    Introdução: A análise acústica é uma ferramenta promissora para quantificar padrões nos parâmetros acústicos da deglutição, contribuindo para o diagnóstico precoce e para o tratamento adequado. Objetivo: Identificar os parâmetros acústicos do processo de deglutição, obtidos pela ausculta cervical digital, em indivíduos com disfagia orofaríngea neurogênica. Métodos: Trata-se de um estudo transversal comparativo. Os indivíduos foram estratificados em oito grupos (G1–G8), definidos por idade, sexo, diagnóstico de doença neurológica e presença ou não de disfagia: disfágicos com Alzheimer (G1) e controle (G5), com Parkinson (G2) e controle (G6), com epilepsia (G3) e controle (G7), e com esclerose sistêmica (G4) e controle (G8). Os sons da deglutição foram captados durante a ingestão por meio de um estetoscópio com amplificador. A análise estatística foi realizada nos softwares IBM SPSS Statistics e R, e a análise acústica em Python. Resultados: A amostra contém 64 indivíduos. Diferenças significativas foram observadas entre G1–G5 e G2–G6 no pico, na duração e na contagem de quadros (p < 0,05); entre G3–G7 na magnitude e no pico (p < 0,05); e entre G4–G8 na magnitude, no espectro e na intensidade (p < 0,05). Na comparação entre os grupos disfágicos (G1–G4), verificaram-se diferenças na magnitude, na duração e na contagem de quadros (p < 0,05). Conclusão: Indivíduos com doenças neurológicas apresentam padrões acústicos distintos em relação aos saudáveis e entre si, reforçando o caráter multifatorial da disfagia orofaríngea neurogênica. Torna-se evidente a carência de pesquisas envolvendo tecnologias de captação sonora e de análise acústica para uso na prática clínica fonoaudiológica, a fim de aperfeiçoar o planejamento terapêutico em cada caso.
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    Caracterização de aspectos orofaciais em indivíduos com Migrânea
    (2025-07-07) Santos, Gabriela Denicol; Maahs, Marcia Angelica Peter; Berbert, Monalise Costa Batista; Fonoaudiologia
    Objetivos: Descrever aspectos funcionais orofaciais de indivíduos com migrânea crônica e episódica do ambulatório de cefaleia do serviço de neurologia da Santa Casa de Porto Alegre. Métodos: Estudo transversal sob parecer 7431785 aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Porto Alegre. Participaram indivíduos com idades entre 18 e 65 anos com diagnóstico de migrânea conforme os critérios da Classificação Internacional das Cefaleias. Os indivíduos recrutados foram avaliados pelas equipes de neurologia, odontologia e fonoaudiologia para investigação de sinais e sintomas de disfunção temporomandibular e alterações da motricidade orofacial. Resultados: A amostra final foi composta por 21 participantes com média de idade de 46.3 ± 14.3 anos. A abertura máxima de boca encontrada foi de 39,31 ± 7,27 mm. Quanto à palpação extraoral, destaca-se a presença de dor moderada em temporal e masseter medial em ambos os lados. Em palpação intraoral, ressalta-se dor severa em pterigóideo lateral e tendão do temporal à direita e moderada à esquerda. Conclusão: Os aspectos orofaciais de indivíduos com migrânea crônica e episódica foram a redução da abertura oral, dor e falta de precisão em lateralização e protrusão da mandíbula, mastigação unilateral preferencial, tensão da musculatura labial e dor nas regiões pterigoidea lateral, temporal e masseter.

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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