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Submissões Recentes

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    Gestão da Atenção Primária à Saúde e uso de indicadores em contextos de desastres naturais: uma revisão sistemática mista
    (2025-11-12) Silva, Letícia Cardoso da; Dewes, Mariana de Freitas; Veiga, Ana Beatriz Gorini da; Gestão em Saúde
    Introdução: O aumento de desastres naturais impõe desafios significativos aos sistemas de saúde. A Atenção Primária à Saúde (APS), crucial para a resposta imediata e suscetível a impactos, exige o aprimoramento da capacidade de manter o cuidado e construir resiliência. O uso de indicadores de saúde é fundamental para o gerenciamento de ações estratégicas em contexto de desastres. Objetivo: Compreender como os indicadores de saúde fortalecem o gerenciamento das unidades de APS em cenários de desastres naturais. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática mista nos repositórios PubMed, BVS e Web of Science, utilizando descritores em português, inglês e espanhol sobre APS, indicadores de saúde e desastres naturais. Foram incluídos artigos primários publicados entre 2010 e 2025 que abordassem exclusivamente desastres naturais e a gestão na APS, excluindo-se os demais. Inicialmente, elaborou-se uma métrica de ponderação para classificar a relevância dos indicadores identificados. Em seguida, os achados foram examinados por Análise de Conteúdo, possibilitando uma síntese estruturada dos resultados. Resultados: A maioria dos artigos da amostra (n=16) são de estudos realizados em países asiáticos. No total, foram identificados 55 indicadores de saúde, distribuídos em quatro grupos: Mortalidade e Impactos de Desastres (A), Acesso e Capacidade da APS (B), Determinantes Ambientais e Riscos (C) e Cobertura de Serviços Preventivos (D). O grupo B concentrou a maior parte dos indicadores (36,4%). Entre os indicadores, três se destacaram pelas maiores pontuações: “Proporção de unidades de APS com plano de contingência” (B13), “Unidades de APS com programas de educação em saúde” (D29) e “Preparo para emergências e desastres” (A32) Conclusão: Existe um desequilíbrio significativo entre a alta relevância dos indicadores de planejamento e a baixa pontuação dos indicadores de capacidade operacional. Isso evidencia uma lacuna crítica entre planejamento teórico e prática na gestão de desastres pela APS.
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    Digitalização de prontuários em hospitais brasileiros: desafios da proteção de dados à luz da LGPD e do ECA
    (2025-11-13) Leiria, João Lucas Rodrigues; Trindade, Carolina Sturm; Gestão em Saúde
    A informatização dos prontuários hospitalares representa um avanço relevante para a gestão em saúde, mas ainda impõe desafios à proteção de dados sensíveis, especialmente no atendimento a crianças e adolescentes. Este estudo teve como objetivo analisar como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vêm sendo aplicados no processo de digitalização dos prontuários hospitalares brasileiros, identificando repercussões para a gestão e para a segurança da informação. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, mediante revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases BVS, SciELO e PubMed, abrangendo publicações entre 2013 e 2025. Após os critérios de seleção, foram incluídos 31 estudos e documentos normativos, organizados em categorias temáticas. Os resultados apontaram avanços, como a expansão do uso de prontuários eletrônicos e experiências pontuais de interoperabilidade. Contudo, persistiram fragilidades significativas, incluindo uso de sistemas híbridos, baixa integração entre plataformas e ausência de protocolos institucionais robustos para proteção de dados. Observou-se que a literatura privilegia discussões jurídiconormativas, mas ainda apresenta escassez de estudos empíricos que avaliem a efetividade da aplicação da LGPD e do ECA na rotina hospitalar. Também foram identificadas boas práticas vinculadas à governança em saúde, como programas de compliance, capacitação profissional e adoção de frameworks de segurança da informação. Conclui-se que a digitalização demanda não apenas tecnologia, mas condições estruturais, culturais e organizacionais. Os resultados dialogam com os ODS 3, 4 e 16 da Agenda 2030 e reforçam a necessidade de políticas institucionais consistentes para garantir proteção integral, privacidade e qualidade no cuidado a crianças e adolescentes.
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    Análise do potencial de promoção da saúde em um hospital pediátrico
    (2025-11-13) Strehlau, Yasmin Chaves; Caballero, Raphael Maciel da Silva; Gestão em Saúde
    O conceito de Health Promoting Hospitals (HPH) teve origem na Declaração de Alma-Ata (1978) e foi ampliado pela Carta de Ottawa (1986). Desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o modelo propõe integrar a promoção da saúde ao contexto hospitalar. O presente estudo tem como objetivo analisar a promoção da saúde por meio da iniciativa HPH no Hospital da Criança do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso de abordagem qualitativa, realizado mediante análise documental e entrevista com o gestor administrativo da instituição, utilizando como instrumento o Manual and Self-Assessment Forms da OMS. Os resultados demonstraram que a conformidade da instituição com os padrões do modelo HPH foi classificada como parcial, evidenciando que, embora existam práticas de promoção da saúde, estas ainda não estão sistematizadas conforme as exigências globais. Conclui-se que a implementação integral do modelo é viável, contudo, requer uma mudança significativa na cultura organizacional e o desenvolvimento de estratégias de adoção contextualizadas para alinhar as práticas de gestão e qualidade à promoção da saúde.
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    Telessaúde na Atenção à Saúde: revisão integrativa sobre seu papel como ferramenta de apoio clínico e de gestão
    (2025-11-14) Silveira, Francieli Baptista da; Trindade, Carolina Sturm; Bonamigo, Andrea Wander; Gestão em Saúde
    As Unidades de Saúde de Atenção Primária à Saúde (APS) frequentemente enfrentam alta demanda e escassez de profissionais especializados. Nesse contexto, a telessaúde emerge como uma estratégia relevante de apoio clínico, possibilitando o acesso remoto e seguro a especialistas. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as contribuições da teleconsulta para a qualificação da atenção à saúde, especialmente quanto à resolutividade dos casos, à melhoria do acesso e à satisfação dos usuários. Foram incluídos 46 estudos publicados entre 2019 e 2025, nacionais e internacionais, que avaliaram o impacto das teleconsultorias na Atenção Primária à Saúde. Os achados indicam que a telessaúde ampliou o acesso, reduziu deslocamentos e tempos de espera, favoreceu a continuidade do cuidado e fortaleceu a comunicação entre equipes multiprofissionais. Entre os desafios identificados, destacam-se a infraestrutura tecnológica insuficiente, a necessidade de capacitação das equipes e as dificuldades de comunicação não verbal.
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    Adequação do consumo de proteínas em praticantes de Crossfit®
    (2025-10-10) Jacobsen, Amanda Godoy; Schneider, Cláudia Dornelles; Cohen, Tayani Palma; Nutrição
    Introdução: O CrossFit® é uma modalidade de treinamento físico de alta intensidade que combina força, resistência e movimentos funcionais. Com o aumento de praticantes, cresce o interesse por estratégias nutricionais que favoreçam o desempenho e a recuperação muscular. A ingestão adequada de proteínas é fundamental nesse contexto. Objetivo: Avaliar a adequação do consumo de proteínas em praticantes de CrossFit®. Métodos: Estudo transversal com análise secundária de dados previamente coletados. Foram coletados dados antropométricos e registros alimentares de três dias não consecutivos. Foi analisado o consumo proteico total (g/kg/dia) e por refeição (g/kg/refeição). A adequação foi classificada conforme diretrizes internacionais. Foi utilizado o teste T de Student e Mann-Whitney para comparação das características entre os sexos. Comparação de variáveis categóricas pelos testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher. O teste ANOVA, Kruskal-Wallis, post hoc de Tukey e de proporções pareadas foi utilizado para comparação entre os grupos frente a recomendação proteica diária. Resultados: A amostra foi composta por 34 participantes (58,8% mulheres) com idade média de 33,2±8,5 anos. A ingestão média de proteínas foi de 1,6±0,4 g/kg/dia e a maioria dos participantes estavam dentro da recomendação. A maioria acima da recomendação usava suplemento proteico. Homens e mulheres não diferiram entre si o consumo de macronutrientes. A distribuição proteica variou ao longo do dia, mas a mediana de todas as refeições atingiu o limite mínimo recomendado. Conclusão: O consumo proteico frente as recomendações de ingestão diária e das refeições foi adequada na maioria dos praticantes.

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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