Uso de realidade virtual imersiva na dor de pacientes em unidade de terapia intensiva
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Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) se caracterizam por ser um ambiente tenso e traumatizante para os pacientes, devido a uma série de fatores, como a separação do ambiente familiar, baixa permissão para visitas e agitação do ambiente. Esses pacientes são acometidos pelos mais variados problemas, os quais resultam em um quadro extremamente estressante e doloroso. Por constituírem um grupo heterogêneo e de alta complexidade, torna-se importante priorizar formas de tratamento que levem em consideração essas situações e amenizem o estresse gerado pela experiência na UTI, a fim de melhorar inclusive os sintomas físicos, como a percepção da dor. Neste cenário, a Realidade Virtual Imersiva (RVI) constitui uma das mais inovadoras tecnologias aplicadas à reabilitação ambulatorial e clínica, mas que ainda necessita de evidências científicas mais robustas no ambiente de UTI. A RVI promove um feedback visual extrínseco que gera ativação de respostas fisiológicas e de áreas cerebrais específicas, otimizando a melhora desses pacientes. Na RVI, o usuário está totalmente imerso no ambiente virtual, o que resulta na distração do paciente, modulando a sua percepção de dor. Entretanto, ainda não há consenso na literatura se o uso da RVI é eficaz na redução da dor em pacientes internados na UTI. Objetivo: Analisar os efeitos da RVI sobre a dor em pacientes de UTI por meio de uma revisão sistemática e meta-análise. Métodos: O artigo 1 é o protocolo da revisão sistemática. Para o artigo 2, realizamos uma busca nas seguintes bases de dados: PubMed, Cochrane, Scopus e Web of Science. Os termos MeSH utilizados na busca foram “realidade virtual”, “dor”, “hospitalização”, “unidade de terapia intensiva”. Um Forest Plot foi gerado para apresentar o efeito combinado e a diferença média (DM) para valores absolutos entre pré e pós intervenções, com erro padrão (EP) e intervalo de confiança de 95% (IC). Valor de P ≤ 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Para meta-análise, utilizamos o software OpenMeta Analyst, versão 10.10. Resultados: Foram encontrados 1347 estudos. Destes, apenas 7 foram selecionadas para leitura na íntegra e somente 2 preencheram os critérios de inclusão. Foram avaliados 146 pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca (49 homens e 22 mulheres) nos dois estudos incluídos. A média de idade dos pacientes foi de 57,35 ± 11,31. Nossos resultados demonstram que a intervenção por meio da RVI gera uma redução efetivamente significativa na dor dos pacientes internados na UTI (DM: 0,509 ± 0,116 – EP, with 95% IC: -0,736 a -0,282; P < 0,001) 10 Conclusão: Nosso estudo aponta para a viabililidade de implantação da RVI em UTI, sendo o primeiro a comprovar, através de uma meta-análise, a eficácia dessa modalidade terapêutica na melhora da dor de pacientes internados em UTI. Novos estudos clínicos em RVI, com maior número amostral, ensaios clínicos randomizados com grupo controle/comparador, utilização de protocolos de intervenção e avaliação mais delineados e homogêneos, devem ser incentivados na UTI, a fim de estabelecer novas ferramentas não farmacológicas, não invasivas e com menor possibilidade de efeitos colaterais para essa população.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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