Produção de biofilme por isolados clínicos de Staphylococcus aureus, detecção de MSCRAMMs, detecção de genes do icaADBC operon e susceptibilidade a antimicrobianos

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Staphylococcus aureus é um dos microrganismos Gram-positivos mais frequentemente isolados de pacientes com infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS). Entre suas características de virulência está sua capacidade de formar biofilme e infecções causadas por isolados produtores de biofilme são frequentemente associadas a falhas terapêuticas. O envolvimento de biofilmes em infecções clínicas tem aumentado o interesse na caracterização de genes associados à sua formação. Além disso, torna-se necessário testar a atividade dos antimicrobianos mediante células bacterianas envoltas por biofilme, por serem essas células especialmente resistentes à ação da maioria dos antimicrobianos quando usados em concentrações padrão. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a capacidade de produção de biofilme de isolados de S. aureus, detectar a presença de genes de virulência possivelmente envolvidos na formação do biofilme e testar a atividade de 04 antimicrobianos, comparando os resultados das atividades nas células de S. aureus em sua forma livre (MIC - Minimal Inhibitory Concentration) e em células envoltas por biofilme (MBIC - Minimum Biofilm Inhibitory Concentration). Os isolados de S. aureus estudados foram obtidos a partir de amostras clínicas de pacientes internados no Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (CHSCMPA), no período de janeiro a julho de 2012. A detecção dos genes foi realizada pela técnica de PCR sendo pesquisados 13 genes: 09 MSCRAMMs (ebpS, eno, fnbA, fnbB, cna, fib.bbp, clfA e clfB) e 4 genes do operon ica (icaADBC). Os antimicrobianos testados foram a daptomicina, a linezolida, a tigeciclina e a vancomicina. Nenhum dos isolados apresentou resistência aos antimicrobianos quando avaliados pela técnica tradicional (MIC), realizada com as células no estado planctônico. Já a concentração necessária para inibir o crescimento das células em biofilme (MBIC) encontrada foi de 04 a 256 vezes maior do que a MIC dos mesmos isolados. Entre os antimicrobianos testados, a tigeciclina demonstrou melhor atividade no biofilme. Entre as MSCRAMMs pesquisadas as mais prevalentes foram clfB (92%), clfA (88%) e eno (85%), respectivamente, e entre os genes do operon, icaA e icaD foram detectados com maior frequência, ambos estiveram presentes em 87% dos isolados. Não houve correlação entre a distribuição dos genes pesquisados e a capacidade de formação de biofilme, indicando que somente um gene ou uma sequencia de genes não pode ser usado como indicador para a formação de biofilme por S. aureus, reiterando a complexidade do processo que envolve sua formação.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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