Uso de psicofármacos no tratamento de transtornos mentais na estratégia saúde da família

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No atual modelo técnico assistencial em saúde brasileiro, compete às equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) importante papel nas ações de rastreio, diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivou-se descrever o perfil epidemiológico dos usuários de psicofármacos em acompanhamento por equipes de ESF de um distrito sanitário. Buscou-se traçar o perfil sociodemográfico dos usuários de psicofármacos atendidos pelas equipes de saúde; estabelecer a prevalência de transtornos mentais na amostra; e verificar a adequabilidade do diagnóstico do usuário com o tratamento recebido por este. Foi realizado estudo transversal em amostra composta por 89 sujeitos cadastrados e acompanhados por seis equipes de ESF. Para obtenção de dados sociodemográficos foi utilizado questionário pré-codificado elaborado pelos autores (QSD). Foi utilizada para estimar a prevalência de transtornos mentais a entrevista semiestruturada validada para uso no Brasil em atenção primária Mini International Neuropsychiatric Interview, Brazilian version 5.0.0 (MINI 5.0.0). Verificou-se que maior parte dos sujeitos era do sexo feminino (71,9%), com até 8 anos de estudo (64,1%), de cor branca (71,9%) e idade média de 53,8 anos com desvio padrão (DP) de 12,7. Além disso, apenas 51,7% tinha diagnóstico prévio à avaliação e 15,7% realizava algum acompanhamento especializado em saúde mental. Os diagnósticos mais prevalentes na amostra foram Episódio Depressivo Maior (50,6%), Agorafobia sem pânico (30,3%), Síndrome Psicótica atual (28,1%) e Transtorno de Ansiedade Generalizada (25,8%). Os fatores de risco que apresentaram associação significativa na análise multivariada para Transtornos Ansiosos foram tentativa de suicídio e diagnóstico prévio, com Razão de Prevalência (RP) e Intervalo de Confiança (IC 95%) em valores de 1,58 (1,08 - 2,30) e 1,65 (1,07 - 2,52), respectivamente. Para Síndromes Psicóticas, a variável tentativa de suicídio esteve associada a risco (RP 2,05; IC 95% 1,21 - 3,45). Já para Risco de Suicídio atual, a presença de tentativa prévia de suicídio mostrou-se associada a importante aumento de risco (RP 4,00; IC 95% 2,39 - 6,68).

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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