Percepções e atitudes maternas referentes às práticas alimentares adotadas para si e para seu filho nos primeiros anos de vida

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Objetivos: o objetivo desta tese foi de analisar as percepções e as atitudes maternas referentes às práticas alimentares adotadas para si e para seu filho nos primeiros anos de vida, bem como as características maternas e familiares que podem estar associadas a estas percepções e atitudes. Para tal, foram desenvolvidos dois artigos científicos. O primeiro objetivou analisar a percepção materna sobre as práticas alimentares adotadas para si e para seu filho nos primeiros anos de vida, assim como as possíveis características maternas e familiares envolvidas nestas percepções. Já o segundo, foi identificar os tipos de estratégias utilizadas por mães de crianças de 2 a 3 anos de idade para estimular/garantir o seu consumo alimentar, bem como sua percepção sobre estes comportamentos, além de investigar características maternas e familiares que podem estar associadas aos diferentes tipos de estratégias empregadas pelas mães. Métodos: os achados da presente tese derivam de um estudo maior, que teve um delineamento de ensaio de campo randomizado por conglomerados. Foram identificadas gestantes atendidas durante o terceiro trimestre gestacional em unidades de saúde de Porto Alegre/RS. Estas tiveram suas crianças acompanhadas por meio de visitas domiciliares aos 6 a 9 meses, 12 a 16 meses e 2 a 3 anos de idade. Para os artigos que compõem essa tese, a amostra foi tratada como uma coorte aninhada a um ensaio de campo randomizado, pois a intervenção realizada no estudo original não teve impacto sobre as variáveis aqui analisadas. Todos os procedimentos realizados para este estudo foram analisados e aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da presente Universidade. Resultados e Conclusões: os resultados obtidos mostraram que as percepções maternas sobre alimentação saudável diferiram para si e em relação ao filho, embora os critérios que norteiem estas percepções tenham se apresentado de forma semelhante. A escolaridade materna foi associada às percepções maternas de forma diferente, considerando as percepções em relação à própria alimentação e à alimentação da criança. Ainda, mães de crianças aos 2 a 3 anos de idade referiram utilizar inúmeras estratégias objetivando o consumo alimentar infantil considerado adequado por si próprias, muitas vezes sem intenção ou percepção clara sobre essa utilização. Características como a idade e a escolaridade mostraram-se associadas aos tipos de estratégias utilizadas. Estes achados demonstram a importância do estudo da percepção no que tange às práticas alimentares maternas para crianças nos primeiros anos de vida, indicando o quanto as percepções maternas podem estar relacionadas às suas práticas referentes à alimentação, tanto para si quanto para seu filho. Assim, ações voltadas à educação alimentar e nutricional na primeira infância devem levar em considerações os aspectos subjetivos das mães, visando a maior efetividade.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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