Avaliação da Dopplerfluxometria da circulação fetal e placentária de gestantes que utilizam nifedipina para sedação de trabalho de parto pré termo

Carregando...
Imagem de Miniatura
Data
2014
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editora
Editor Literário
Resumo
Objetivo: Avaliar o efeito da tocólise com nifedipina sobre os parâmetros do Doppler da circulação fetal e placentária nas primeiras 48 horas de tratamento. Pacientes e Método: Foi realizado um estudo prospectivo observacional com 40 gestantes, sendo que 20 pacientes em trabalho de parto prematuro que utilizaram tocólise com nifedipina e 20 pacientes que não usaram tocólise. Os resultados do Doppler durante o uso da medicação foram comparados com os resultados do grupo controle e com os valores iniciais. As pacientes que usaram nifedipina realizaram Doppler das artérias uterinas, umbilical e cerebral média fetal antes de iniciar a medicação, 12 horas e 36 horas após o início do tratamento e as que não usaram nifedipina realizaram o exame na admissão. Resultados: Não houve diferença significativa entre os dois grupos na idade em anos, no IMC em kg/m2, na idade gestacional em semanas, no diâmetro biparietal, no perímetro cefálico, no comprimento do fêmur e na circunferência abdominal. Não houve hipotensão ou taquicardia materna e nem eventos adversos graves maternos ou fetais. Quando comparamos as pacientes que usaram tocolíticos com o grupo controle observamos que com 12 horas de uso de nifedipina não houve diferença significativa nos índices de pulsatilidade e resistência das artérias uterinas (P=0,37 e P=0,44, respectivamente), das artérias umbilicais (P=0,58 e P=0,68, respectivamente) e artéria cerebral média (P=0,24 e P=0,18, respectivamente). No entanto, quando comparamos as pacientes que usavam nifedipina há 36 horas com o grupo controle, houve diminuição significativa nos índices de pulsatilidade e de resistência das artérias umbilicais (P=0,02 e P=0,03, respectivamente) e da artéria cerebral média (P=0,002 e P=0,008, respectivamente). Não houve diferença nos índices de pulsatilidade e resistência das artérias uterinas (P=0,82 e P=0,85). Quando avaliamos os resultados do Doppler fetal e placentário utilizando a paciente como seu controle (amostra pareada), constatamos que após 12 horas de tocólise com nifedipina oral houve uma redução significativa nos índices de pulsatilidade e resistência da artéria cerebral média (P=0,006 e P=0,04, respectivamente) e não houve diferença significativa nos demais índices das artérias uterinas e umbilicais. Após 36 horas uso da tocólise, da mesma forma, houve uma redução significativa nos índices de resistência e pulsatilidade da artéria cerebral média (P=0,002 e P=0,001) e sem diferença significativa nos demais índices das artérias uterinas e umbilicais. Conclusão: A tocólise com nifedipina efetivamente reduz a resistência vascular no território da artéria cerebral média, e das artérias umbilicais e este efeito não parece interferir nos parâmetros de avaliação do bem estar fetal.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Trabalho de Parto Prematuro, Tocólise, [en] Obstetric Labor, Premature, [en] Tocolysis
Citação