Subclassificação de indivíduos com dor lombar: implicações no controle postural e comparação a indivíduos saudáveis

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Introdução: A dor lombar (DL) é uma das maiores causas de incapacidade a nível mundial. Estima-se que trinta por cento dos sujeitos com DL irão desenvolver dor lombar crônica (DLC), e que 80% de todos os casos de DL não são atribuídos a uma patologia específica. Esse grupo recebe a denominação “Dor Lombar Crônica não Específica” (DLCNE) e é caracterizado por grande heterogeneidade. Sistemas de classificação para DLCNE em subgrupos homogêneos são uma estratégia interessante para aumentar a eficácia do tratamento e o esquema de classificação O'Sullivan (ECO) é inserido neste contexto. Sabe-se que os indivíduos com DLCNE podem apresentar deficiências no controle do motor, podendo ocasionar alterações no controle postural. Objetivo: investigar o controle postural em indivíduos com LBP, classificados de acordo com a ECO, comparando-os com controles saudáveis. Métodos: Este é um estudo observacional; 43 indivíduos com DLCNE e 39 controles saudáveis foram incluídos. Sujeitos com DLCNE foram classificados de acordo com o ECO em três grupos: 1) Padrão Flexor (PF); 2) Padrão de Extensão Ativa (PEA); 3) Padrão de Extensão Passiva (PEP). O equilíbrio estático foi avaliado por meio de estabilometria. As variáveis do Centro de Pressão COP foram calculadas nos domínios de tempo e frequência, nas condições de olhos abertos (OA) e olhos fechados (OF). Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e ANOVA de uma via. Resultados: Em relação à análise global e estrutural do COP, não houve diferença nas variáveis comparando grupo DLCNE e o grupo controle (GC), independentemente do sistema subclassificação. Na condição de OF, o Grupo PF (p = 0,019) e GC (p = 0,03) demonstraram aumento na velocidade média do COP na direção ântero-posterior (AP). A velocidade média total do COP na direção AP também foi maior na condição de OF no Grupo PF (p = 0,006), PEA Grupo (p = 0,006) e GC (p = 0,002). O grupo PEA apresentou maior frequência média AP (p = 0,039) na condição OF. A banda de frequência do COP em 50% AP aumentou no grupo PEA (p = 0,002), grupo PQ (p = 0,024) e GC (p = 0,017) na condição OF. A frequência de pico na direção AP foi maior na condição OF para o grupo PEA (p = 0,002; p = 0,009) e GC (p = 0,023). O pico de frequência AP foi maior no grupo PEA em relação PEP na condição OF (p = 0,007). Conclusão: Não houve diferenças nas variáveis do COP entre o DLCNE e GC, mesmo submetendo esses indivíduos a um sistema de classificação. A diferença encontrada entre PEA e PEP parecem estar relacionadas ao fato de o PEP utilizar estratégias posturais mais relacionadas com estruturas não-contráteis, proporcionando um padrão COP mais estável, mesmo na condição OF. Ademais, são necessários futuros estudos investigando possíveis diferenças no equilíbrio dinâmico em atividades funcionais, de acordo com o esquema de classificação O'Sullivan para dor lombar crônica não específica.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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