Ventilação periódica durante o exercício: análise de diferentes critérios de diagnóstico e de intervenções sobre a morbimortalidade e respostas ao exercício
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Introdução: A ventilação periódica durante o exercício (EOV) é uma alteração
caracterizada por oscilações na ventilação minuto (VE), frequentemente vista na
insuficiência cardíaca. Seu diagnóstico é baseado na interação entre amplitude,
comprimento do ciclo e duração da oscilação. Entretanto, não há consenso sobre
a definição de EOV mais indicada. Sua complexidade e diversidade limita o uso
deste marcador na prática clínica. Além disso, quantificar a variabilidade da VE
(vVE) pode contribuir na identificação precoce do fenômeno e o exercício físico
pode amenizar as oscilações observadas no padrão ventilatório. Objetivos: (E1)
Desenvolver uma ferramenta para auxiliar e padronizar a identificação da EOV.
(E2) Caracterizar o perfil clínico dos pacientes utilizando três definições distintas
do fenômeno, comparando a prevalência, a sensibilidade e especificidade para
desfechos adversos em dois anos. (E3) Analisar a vVE, testar sua sensibilidade
e especificidade para desfechos adversos a médio prazo, comparando-a com a
abordagem dicotômica. (E4) Verificar o efeito do exercício na reversão da EOV.
Métodos: (E1) Cinco definições dicotômicas, duas abordagens alternativas, uma
técnica para suavizar o sinal e estatísticas básicas foram incorporadas em uma
interface desenvolvida no LabVIEW. Dois avaliadores independentes testaram a
confiabilidade da ferramenta. (E2) Dados de 233 pacientes foram analisados
retrospectivamente para identificar a presença de EOV utilizando as definições
de Ben-Dov, Corrà e Leite. Os dados foram agrupados em EOV-positivo ou
negativo e, posteriormente, analisados por testes apropriados para determinar a
prevalência, perfil clínico, sensibilidade e especificidade para predizer desfechos
adversos em dois anos. (E3) Dados de 233 pacientes foram usados para calcular
a vVE durante o teste cardiopulmonar de esforço. O ponto de corte para triagem
de risco, sensibilidade e especificidade para eventos adversos foi determinada
pela curva ROC. Os dados foram agrupados em alta e baixa vVE. O perfil clínico
e a taxa de sobrevida foi analisada por testes apropriados. Em seguida, os dados
foram agrupados e analisados utilizando a abordagem cruzada. (E4) Uma busca
de alta sensibilidade foi realizada adotando os critérios: (P) pacientes com EOV,
(I) exercício físico, (C) single-arm e (O) reversão de EOV. Os estudos elegíveis
foram selecionados e sintetizados por revisores independentes. Resultados:
(E1) A ferramenta desenvolvida apresentou alta reprodutibilidade para identificar
EOV (κ > 0,83). (E2) A prevalência de EOV foi maior nas definições de Ben-Dov
e Corrà comparada à Leite (17,2% vs 9,4%). Os casos positivos identificados por
Corrà exibiram um risco 3x maior de resultados adversos. Ben-Dov apresentou
risco 2x maior. (E3) A vVE demonstrou maior sensibilidade para predizer eventos
adversos a médio prazo que a abordagem dicotômica (94,3 vs 37,1). Pacientes
com baixa vVE e EOV exibiram um risco 3 e 7x maior de desfechos adversos
que pacientes com baixa ou alta variabilidade sem EOV. (E4) O exercício físico
mostrou-se eficaz para reverter casos de EOV (~70% dos casos). Conclusão: A
definição de Corrà foi a única definição clássica que previu eventos adversos a
médio prazo. A vVE apresentou resultados similares à abordagem dicotômica,
sugerindo ser uma técnica promissora para ser incorporada à prática clínica. O
exercício físico foi efetivo para reverter casos de EOV.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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