Qualidade de vida de pessoas com hipertensão arterial e sua relação com fatores de risco para doença renal

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Introdução: A Hipertensão Arterial apresenta alta prevalência e constitui uma das principais doenças cardiovasculares que afeta a população adulta, seu agravamento pode afetar a qualidade de vida. O controle eficaz da pressão arterial tem por meta prevenir complicações, entre elas a Doença Renal Crônica. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em pessoas com Hipertensão Arterial que frequentam os grupos Hiperdia no município de Campo Bom/RS e sua relação com fatores de risco para Doença Renal Crônica. Método: Estudo epidemiológico, desenvolvido com 86 participantes. A coleta dos dados se deu por meio de um questionário, composto por dados sociodemográficos, clínicos e o instrumento de avaliação da qualidade de vida em hipertensão MINICHAL. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva. Resultados: Predominância de mulheres (90,7%), baixa escolaridade (74,4%), casados (55,8%), idosos, aposentados (67,4%). Em relação aos fatores de risco, identificou-se a prevalência de sobrepeso (37%) e obesidade grau I (19%), não foi identificado risco para tabaco e uso de álcool, os valores pressóricos estavam dentro da normalidade e quanto ao nível de atividade física 80% eram irregularmente ativos. Os participantes do estudo têm realizado os exames básicos de rastreamento, a creatinina sérica teve menores índices de realização (59,3%). A percepção da qualidade de vida no geral foi muito boa (média 9,90 pontos), pior percepção geral em mulheres. No domínio Estado Mental a média foi 5,31 pontos. No domínio Manifestações somáticas média de 4,26 pontos. A Hipertensão foi apontada por 32,6% como um fator que afeta a qualidade de vida. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre o escore total do MINICHAL e sexo (p=0,546). Não houve associação significativa (p>0,05) entre os domínios do MINICHAL e escolaridade, situação conjugal, classificação IMC, classificação IPAQ, tempo com Hipertensão e patologias. A idade se correlacionou com Manifestações Somáticas (p = 0,040; r = - 0,222). Os grupos Hiperdia tem um potencial de integração, educação em saúde e convivência. Conclusão: Os grupos Hiperdia são dispositivos de educação em saúde importantes na promoção da saúde e qualidade de vida, contribuem nas orientações de para o autocuidado e melhor qualidade de vida, bem como da prevenção à Doença Renal Crônica, no entanto, fatores de risco como o nível de atividade física e estado nutricional precisam de abordagem mais efetivas.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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