Os efeitos da telereabilitação sobre a capacidade física e funcional nas fraturas traumáticas segmentares
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Resumo
Introdução: Diante da presença crescente das tecnologias em todos os âmbitos
da vida em sociedade, alternativas para a prestação de serviços na área da
saúde de maneira remota (síncrona ou assíncrona) têm feito, cada vez mais,
parte da realidade profissional do fisioterapeuta. Dessa forma, conhecer a
tecnologia e saber aplicá-la a favor dos profissionais nas diferentes condições
de saúde, se torna necessário. Objetivo: A presente pesquisa buscou
compreender os efeitos da telereabilitação sobre a capacidade física e funcional
de indivíduos com fraturas traumáticas segmentares (de membros superiores e
membros inferiores). Métodos: Para tanto, realizaram-se 2 revisões
sistemáticas com metanálise: uma sobre fraturas de membros inferiores
(encontrando-se apenas estudos com fraturas de quadril) e outra sobre fraturas
de membros superiores. As buscas foram realizadas em 6 bases de dados:
PubMed, PEDro, LILACS, Science Direct, Cochrane Central e Embase; não
houveram restrições ao idioma ou ao período das publicações. Foram incluídos
apenas Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) com pelo menos 2 grupos: 1
telereabilitação e 1 grupo controle ou comparação. Foram avaliados os riscos de
viéses pela Escala PEDro e a certeza da evidência dos desfechos pela GRADE.
Resultados: A revisão sistemática de membros inferiores (fraturas de quadril)
encontrou 5 estudos, totalizando 324 pacientes e evidenciando, com baixa
certeza da evidência, resultados favoráveis ao grupo controle em relação a
parâmetros de capacidade funcional (Harris Hip Score-HHS; e Medida de
Independência Funcional – MIF) e de capacidade física (Short Physical
Performance Battery – SPPB), sendo esse último com moderada certeza da
evidência. A capacidade física mensurada através do Teste Time Up and Go
(TUG) apresentou resultados favoráveis à telereabilitação, com baixa certeza da
evidência, tanto imediatamente após o tratamento, quanto no follow up a curto
prazo (3 a 4 semanas). Na revisão sistemática de membros superiores foram
encontrados 3 estudos, totalizando 830 pacientes e evidenciando imediatamente
após o tratamento moderada certeza da evidência, resultados estes favoráveis
ao grupo telereabilitação em relação a parâmetros de capacidade funcional
(QuickDASH) e percepção de dor (EVA). A força de preensão palmar apresentou
resultados favoráveis ao grupo controle, com moderada certeza da evidência.
No follow up de médio prazo (2 a 5 meses pós intervenção), os resultados
demonstraram-se favoráveis à telereabilitação, com baixa certeza da evidência,
para capacidade física (força de preensão palmar) e dor, com moderada certeza,
para capacidade funcional (QuickDASH). Conclusão: Sendo assim, conclui-se
que a telereabilitação parece ter efeitos positivos na capacidade física e
funcional de indivíduos com fraturas traumáticas segmentares, apresentando
resultados mais favoráveis, com maior certeza da evidência, nas fraturas de
membros superiores.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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