Comprimento dos telômeros: associação com selênio e polimorfismos em selenoproteínas e sua relação com a memória humana

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Wagner Wessfll

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Introdução: A memória humana é considerada um sistema complexo que abrange a capacidade neurocognitiva para codificar, armazenar e recuperar informações. Juntamente com o envelhecimento da população há queixas sobre o prejuízo da memória, afetando de forma negativa, principalmente, indivíduos com idade mais avançada. O comprometimento cognitivo leve (CCL) representa o estado entre as alterações cognitivas normais decorrentes da idade e o estágio inicial de demência, estando associado com aumento de risco para desenvolvimento da doença de Alzheimer. Na qual o estresse oxidativo é observado como principal contribuinte para o fator de risco essencial, o envelhecimento. O selênio é um micronutriente, presente na dieta, e é fundamental para a síntese de selenoproteínas (GPX1, GPX4, SEP15 e SEPP1, por exemplo) as quais possuem efeitos antioxidantes e neuroprotetores, auxiliando na memória. Além disso, as selenoproteínas podem reduzir o dano ao DNA e modularem o encurtamento dos telômeros, desempenhando funções no combate ao envelhecimento e na prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento. Objetivos: Investigar a associação entre o tamanho dos telômeros, a concentração de selênio, variantes genéticas em selenoproteínas e a memória humana. Metodologia: Para análise foram utilizadas 456 amostras de DNA, de indivíduos de ambos os sexos com desempenho cognitivo normal e com comprometimento. A genotipagem dos polimorfismos nos genes GPX1, GPX4, SEP15, SEPP1 e LRP8 assim como a análise do comprimento dos telômeros foi realizada através da qPCR em tempo real. Para a análise do comprimento dos telômeros dentre os tipos de memória, variantes genéticas e função cognitiva foi utilizado a correlação de Pearson, sendo considerado resultados significantes com p<0,05. Resultados: Foi observada a correlação positiva entre a memória verbal de longo prazo e o comprimento dos telômeros (p=0,037). Indivíduos que se engajam em mais atividades intelectuais, em qualquer idade, apresentam maior comprimento dos telômeros (p=0,013 antes dos 40 anos; p=0,009 após os 40 anos). Nenhuma associação significativa foi observada entre o comprimento dos telômeros e déficits de memória ou a presença de CCL. Dentre as variantes analisadas, apenas o polimorfismo rs5859 (SEP15) foi associado ao comprimento médio dos telômeros, porém após a correção para comparações múltiplas, o valor de p não foi estatisticamente significativo. Os níveis de selênio não foram correlacionados com o tamanho dos telômeros. Conclusão: Esses resultados indicam que o comprimento dos telômeros foi associado à memória verbal de longo prazo e também à prática de atividades intelectuais (antes e depois dos 40 anos), sugerindo que telômeros mais longos são benéficos para o declínio cognitivo.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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