Prevalência de dropout em ensaios clínicos randomizados no tratamento de adolescentes com depressão e fatores associados: uma revisão sistemática e metanálise

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Introdução: A depressão afeta 350 milhões de pessoas, sendo que a prevalência para os adolescentes é de 4 a 5%. O tratamento auxilia na remissão dos sintomas e na cura, propiciando a melhora em vários aspectos da vida. O paciente que abandona (dropout) o tratamento ou ensaio clínico não é acompanhado e monitorado pela equipe médica. Objetivo: Identificar as taxas dropout de ensaios clínicos randomizados com adolescentes deprimidos em tratamento farmacológico e fatores associados ao abandono. Métodos: Foram buscados nas bases (Medline, Embase, Cochrane, Clinical Trial, Psycinfo e Web of Science) artigos com os mesh terms “depressive disorder”, “randomized trials” e “adolescents”. A qualidade dos estudos foi medida por meio das escalas Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions e Jadad. Os dados quantitativos extraídos para análise foram: dropout geral e por grupos (intervenção e controle). Foram realizadas subanálises para verificar a prevalência de dropout em relação à faixa etária, classe de medicamento antidepressivo e tipo de intervenção (usual ou combinada). A análise qualitativa identificou fatores associados às taxas de dropout. Resultados: A amostra final totalizou 50 artigos, sendo que 42 apresentavam taxas de dropout. A prevalência geral de dropout foi de 23% (IC 95% 20-27), p < 0,0001, com heterogeneidade (I2) de 94,2%. Participantes acima de 16 anos, pacientes tratados com ISRN e aqueles que receberam apenas medicamentos apresentaram maior taxa de dropout, respectivamente (33% (IC 95% 27-39), (45% (IC 95% 31-64) e (15% (IC 95% 13-17)). A prevalência de dropout estava mais associada aos efeitos adversos, problemas relacionados aos ensaios clínicos e intervenção familiar. Discussão: Um estudo com adolescentes com depressão resistente e outro que tratava os participantes com duloxetina, apresentaram maior prevalência de dropout. Medicamentos ISRN foram responsáveis por maior taxa de abandono, mesmo não sendo indicado para adolescentes. A terapia cognitivo-comportamental combinada à farmacoterapia demonstrou menor prevalência de dropout, pois visa a mudança de comportamento, desenvolvimento de habilidades e encorajamento. A prevalência de dropout foi maior no grupo com mais de 16 anos explica-se pela autonomia e responsabilidade sobre o seu tratamento. Efeitos adversos associaram-se mais às taxas de dropouts. Isto explica-se pela pouca seletividade, mas também por características pessoais do paciente. Conclusão: Alta prevalência de dropout estava associada aos efeitos adversos aos medicamentos. As subanálises mostraram que estudos com ISRN, tratamento apenas com medicamento e adolescentes com maior de 16 anos têm maior taxa de abandono.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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