Revelação e suas interfaces com o apoio social em casais com infertilidade na trajetória de tratamento com técnicas de reprodução assistida

dc.contributor.advisorLevandowski, Daniela Centenaro
dc.contributor.authorKlaus, Rafaela Teló
dc.date.accessioned2022-05-10T19:09:57Z
dc.date.accessioned2023-10-09T19:04:06Z
dc.date.available2022-05-10T19:09:57Z
dc.date.available2023-10-09T19:04:06Z
dc.date.date-insert2022-05-10
dc.date.issued2020
dc.descriptionDissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.pt_BR
dc.description.abstractA infertilidade é considerada uma doença do sistema reprodutivo, caracterizada pelo intento de engravidar sem sucesso após 12 meses de coito regular e desprotegido. As técnicas de reprodução assistidas (TRA) são procedimentos médicos que envolvem a manipulação de gametas femininos e masculinos, muito acessadas por casais inférteis na busca pela gestação. Esses casais vivenciam um estigma social vinculado à infertilidade, o que pode acarretar vergonha e culpa e originar o desejo de ocultar essa condição da rede de apoio. Entretanto, essa não revelação pode ocasionar falta de apoio, isto é, do benefício do acolhimento pelas outras pessoas. Para investigar essas questões, foram realizados dois estudos, ambos de cunho qualitativo exploratório, com delineamento de estudo de casos múltiplos. O primeiro deles objetivou investigar a percepção de casais inférteis submetidos a TRA sobre a relação médico-paciente, para compreender a percepção de apoio, analisar a comunicação e a forma ela como repercute na avaliação de apoio dos casais. Já o segundo estudo investigou a percepção de casais sobre o apoio social após a revelação (ou não) da condição de infertilidade e/ou de tratamento com TRA para pessoas próximas. Nos dois estudos os participantes foram quatro casais com diagnóstico de infertilidade, em tratamento com TRA. Eles responderam uma Ficha de Dados Socio-Demográficos, uma Ficha de Saúde, o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), a Escala de Percepção do Suporte Social - versão adulta (EPSUS-A) e a Entrevista Narrativa com o Casal. Os instrumentos foram levantados conforme as instruções dos autores e as fichas foram utilizadas para caracterizar os participantes. As entrevistas foram analisadas e integradas em um relato de cada caso, sendo cada casal considerado um caso. Na análise foi realizada tanta uma análise individual quanto comparativa dos casos, por meio das estratégias analíticas de proposições teóricas e síntese de casos cruzados. Quanto ao primeiro estudo, os resultados indicaram que todos os casais sentiram tanto apoio como falta de apoio na relação com os médicos. Apoio afetivo e informacional foram os mais frequentemente mencionados, tanto com relação à falta ou à presença, enquanto o instrumental foi menos referido. Constatou-se a importância da comunicação na relação médico-paciente, pois através dela foi possível solicitar, receber e oferecer apoio. Por sua vez, no segundo estudo constatou-se que todos os casais consideraram não revelar sua condição de infertilidade e/ou tratamento, embora todos tenham revelado algo para pessoas próximas em algum momento, motivados pela busca de alívio e acolhimento, verificando-se tanto o recebimento de apoio como a falta dele em decorrência das revelações. Identificou-se que a não revelação foi motivada pela autopreservação e evitação de pressão social. De forma geral, os achados podem subsidiar a elaboração de intervenções direcionadas a casais inférteis, médicos e equipes, e à sociedade em geral. Nesse sentido, podem ser usadas estratégias de psicoeducação sobre a infertilidade e as TRA, grupos de apoio a casais, treinamento com profissionais sobre validação emocional e comunicação de más notícias, além de campanhas contra a discriminação frente à infertilidade e o uso de TRA na busca pela parentalidade.pt_BR
dc.description.abstract-enInfertility is considered a reproductive system disease, characterized by unsuccessful attempts to become pregnant after 12 months of regular and unprotected intercourse. Assisted reproduction techniques (ART) are medical procedures that involve the manipulation of female and male gametes, widely accessed by infertile couples seeking for pregnancy. These couples experience a social stigma linked to the infertility, which can provoke shame and guilt and originate the desire to conceal this condition from the social support network. However, this non-disclosure can occasionate lack of support, that is, the fail to receive the benefit of being accepted and welcomed by other people. To investigate these issues, two studies were conducted, both qualitative, with an exploratory nature and a multiple case study design. The first one aimed to investigate the perception of unfertile couples undergoing ART on the doctor-patient relationship, to understand their perception of support, to analyze the communication and how it reverberates in the couples’ social support evaluation.The second study, on the other hand, had investigated the couples’ perception on social support after the disclosure (or not) of the infertility condition and/or ART treatment in close relationships. In both studies, four couples, diagnosed with infertility and undergoing ART treatment, answered a Socio-Demographic Data Form, a Health Data Form, the Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), the Social Support Perception Scale – adult version (EPSUS-A) and the Narrative Interview with the Couple. The instruments applied and corrected according to the authors’ instructions and the forms were used to characterize the participants. The interviews were analyzed and integrated in a report of each case, with each couple being considered as a case. Both an individual and a comparative analysis of the cases were carried out, through the analytical strategies of theoretical propositions and synthesis of crossed cases. As for the first study, the results indicated that all couples felt both support and lack of support in the doctor-patient relationship. Emotional and informational support were the most frequently mentioned, regarding to both absence and presence, while instrumental support was the least mentioned. The importance of communication in the doctor-patient relationship was verified. This communication made it easier for the patient to request and receive support, as well as for the doctor to offer it. In turn, in the second study, it was found that all the couples considered not disclosing the infertility condition and/or the undergoing treatment in some point, motivated by the seek of relief and acceptance. Both the receivement and lack of support was verified as a result of these disclosures. It was identified that the non-disclosure was motivated by self preservation and avoidance of social pressure. In general, the findings may assist in the development of interventions aimed at infertile couples, doctors and staff, as well as for the society in general. Psychoeducational strategies on infertility and ART, couples support groups, training on emotional validation and communication of bad news by professionals, as well as campaigns to avoid discrimination on infertility and ART as an alternative to reach parenthood could be employed.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/1844
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherWagner Wessfllpt_BR
dc.relation.requiresTEXTO - Adobe Readerpt_BR
dc.rightsAcesso Aberto Imediatopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/*
dc.subjectSegredo Familiarpt_BR
dc.subjectRevelação da Verdadept_BR
dc.subjectInfertilidadept_BR
dc.subjectApoio Socialpt_BR
dc.subjectRelação Médico-Pacientept_BR
dc.subjectComunicaçãopt_BR
dc.subject[en] Truth Disclosureen
dc.subject[en] Infertilityen
dc.subject[en] Social Supporten
dc.subject[en] Physician-Patient Relationsen
dc.subject[en] Communicationen
dc.titleRevelação e suas interfaces com o apoio social em casais com infertilidade na trajetória de tratamento com técnicas de reprodução assistidapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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