Retorno ao trabalho após alta da UTI: uma coorte multicênctrica
dc.contributor.advisor | Teixeira, Cassiano | |
dc.contributor.advisor-co | Rosa, Régis Goulart | |
dc.contributor.author | Mattioni, Mariana Fensterseifer | |
dc.date.accessioned | 2022-05-09T18:42:06Z | |
dc.date.accessioned | 2023-10-09T13:51:26Z | |
dc.date.available | 2022-05-09T18:42:06Z | |
dc.date.available | 2023-10-09T13:51:26Z | |
dc.date.date-insert | 2022-05-09 | |
dc.date.issued | 2021 | |
dc.description | Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. | pt_BR |
dc.description.abstract | OBJETIVO: O presente estudo busca descrever a taxa e os fatores relacionados ao não retorno ao trabalho no terceiro mês pós-alta da UTI, bem como o impacto do desemprego na renda e nos custos com a saúde para os sobreviventes. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo multicêntrico, que incluiu pacientes sobreviventes à doença crítica aguda, previamente empregados, que permaneceram mais de 72 horas internados na UTI. Os desfechos foram avaliados por entrevista telefônica no 3o mês após a alta. Fatores relacionados com o não retorno ao trabalho foram avaliados com modelos de Regressão de Poisson. Além disso,os desfechos de variação do gasto em saúde e da renda familiar foram comparados com o teste Chi Quadrado de Pearson. RESULTADOS: Dos 316 sobreviventes empregados previamente à internação na UTI, 193 (61,1%) não retornaram ao trabalho nos 3 meses após a alta da UTI. Na análise multivariada, foram associados ao não retorno ao trabalho: baixo nível educacional [PR 1,39 (IC95% 1,10-1,74); P=0,006], ter um emprego formal [PR 1,32 (IC95% 1,10-1,58%); P=0,003], necessidade de ventilação mecânica [PR 1,20 (IC95% 1,01-1,42); P=0,04] e apresentar dependência física no 3º mês pós-alta [PR 1,27 (IC95% 1,08-1,48); P=0,003]. Houve ainda, redução da renda familiar e aumento dos custos com saúde para a maioria dos sobreviventes (49,7% e 66,9%, respectivamente) que não retornaram ao trabalho e (33,3% e 48,3%, respectivamente) que retornaram ao trabalho. CONCLUSÃO: A maioria dos sobreviventes de doença crítica aguda não retornam ao trabalho até o terceiro mês após a alta da UTI. O baixo nível educacional, bem como vínculo empregatício formal, além da necessidade de suporte ventilatório durante a internação na UTI e a dependência física no terceiro mês pós-alta foram relacionados ao não retorno ao trabalho. Outro aspecto evidenciado foi o fato de que, estes pacientes apresentaram redução da renda familiar e aumento dos custos com saúde neste período. | pt_BR |
dc.description.abstract-en | OBJECTIVE: This study seeks to describe the rate and factors related to a non return to work in the third month post-ICU discharge, as well as the impact of unemployment on income and health care costs for survivors. METHODS: This is a multicenter prospective cohort study, which included previously employed survivors of acute critical illness who remained more than 72 hours in the ICU. Outcomes were assessed by telephone interview at the 3rd month after discharge. Factors related to the non-return to work were evaluated with Poisson Regression models. In addition, outcomes of change in health care spending and family income were compared with Pearson's Chi Square test. RESULTS: Composed by 316 survivors employed prior to ICU admission, 193 (61.1%) did not return to work within 3 months of ICU discharge. On multivariate analysis, the following were associated with not returning to work: low educational level [PR 1.39 (95%CI 1.10-1.74); P=0.006], having a formal job [PR 1.32 (95%CI 1.10-1.58%); P=0.003], need for mechanical ventilation [PR 1.20 (95%CI 1.01-1.42); P=0.04], and having physical dependence in the 3rd month post-discharge [PR 1.27 (95%CI 1.08-1.48); P=0.003]. There was also a reduced household income and increased health care costs for most survivors (49.7% and 66.9%, respectively) who did not return to work and (33.3% and 48.3%, respectively) who returned to work. CONCLUSION: Most survivors of acute critical illness do not return to work until the third month after discharge from the ICU. Low educational level, formal job regime, need for ventilation support during ICU stay, and physical dependence in the third month after discharged were related to not returning to work. Another aspect evidenced was the fact that these patients had reduced family income and increased health care costs during this period. | pt_BR |
dc.identifier.uri | https://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/1836 | |
dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
dc.publisher | Wagner Wessfll | pt_BR |
dc.relation.requires | TEXTO - Adobe Reader | pt_BR |
dc.rights | Acesso Aberto Imediato | pt_BR |
dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ | * |
dc.subject | Terapia Intensiva | pt_BR |
dc.subject | Retorno ao Trabalho | pt_BR |
dc.subject | Pessoa com Incapacidade | pt_BR |
dc.subject | Emprego | pt_BR |
dc.subject | Renda | pt_BR |
dc.subject | [en] Critical Care | en |
dc.subject | [en] Return to Work | en |
dc.subject | [en] Disabled Persons | en |
dc.subject | [en] Employment | en |
dc.subject | [en] Income | en |
dc.title | Retorno ao trabalho após alta da UTI: uma coorte multicênctrica | pt_BR |
dc.type | Dissertação | pt_BR |
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