Impacto do aconselhamento dietético durante o primeiro ano de vida e desfechos em escolares e adolescentes

dc.contributor.advisorVítolo, Márcia Regina
dc.contributor.advisor-coCampagnolo, Paula Dal Bó
dc.contributor.authorCosta, Cíntia dos Santos
dc.date.accessioned2017-08-01T13:59:29Z
dc.date.accessioned2023-10-09T16:32:20Z
dc.date.available2017-08-01T13:59:29Z
dc.date.available2023-10-09T16:32:20Z
dc.date.date-insert2017-08-01
dc.date.issued2016
dc.descriptionTese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: Evidências recentes sugerem que as práticas alimentares do primeiro ano de vida determimam hábitos alimentares da infância, e que estes podem se prolongar até a vida adulta, influenciando condições de saúde a curto e longo prazo. Intervenções precoces com foco na promoção do aleitamento materno e adequada alimentação complementar, dessa forma, apresentam potencial para influenciar condições de saúde durante toda a vida. Objetivo: Avaliar o impacto de visitas domiciliares para orientar mães sobre alimentação no primeiro ano de vida na resistência insulínica de crianças com 8 anos de idade e em parâmetros antropométricos, bioquímicos e dietéticos de adolescentes com 12 anos de idade. Como objetivo secundário, a associação independente entre ganho de peso desde o nascimento e resistência insulínica em escolares foi investigada. Métodos: Ensaio de campo randomizado realizado com mães de crianças que nasceram a termo e com peso ≥2500g entre outubro de 2001 e junho de 2002 em São Leopoldo, RS. Mães do grupo intervenção receberam aconselhamento sobre aleitamento materno e alimentação complementar baseado no Guia Alimentar “Dez passos para alimentação saudável para crianças menores de dois anos”, do Ministério da Saúde. Alunos de graduação em nutrição realizaram o aconselhamento dietético em visitas domiciliares realizadas até o 10o dia de vida, mensais até o 6º mês e bimestrais até o 12º mês de vida das crianças. Entrevistadores coletaram dados sóciodemográficos, antropométricos e dietéticos no nascimento e nas idades de 1, 4, 8 e 12 anos de vida. Aos 8 e 12 anos, foi realizada coleta de sangue venoso para avaliação do perfil glicídico e resistência insulínica em escolares e avaliação de perfil lipídico, glicído e concentrações de PCR e cortisol em adolescentes. Resultados: Das 500 crianças (intervenção n=200; controle n=300) inicialmente recrutadas, avaliaram-se 397 no primeiro ano, 354 aos 4 anos, 315 aos 8 anos e 214 aos 12 anos. Não foi observado impacto da intervenção nas concentrações de glicose e insulina e nos valores do modelo de avaliação da homeostase (HOMA-IR) aos 8 anos de idade. Por outro lado, foi observada associação positiva entre valores de insulina e HOMA-IR aos 8 anos de idade e variação de IMC desde o nascimento. Em adolescentes, não foi observada diferença significativa entre os grupos intervenção e controle no estado nutricional, perfil lipídido e glicído, concentração sérica de PCR e cortisol e no consumo de produtos ultra-processados. Conclusões: Os resultados evidenciam que o ganho de peso acelerado desde o nascimento é preditor de alterações precoces na resistência insulínica em escolares, reforçando a importância de ações de monitoramento da velocidade de ganho de peso desde o nascimento para a prevenção de alterações metabólicas. Por outro lado, não foi observado efeito a longo prazo do aconselhamento dietético realizado durante o primeiro ano de vida das crianças nos níveis de glicose, insulina e HOMA-IR entre escolares e em parâmetos antropométricos, bioquímicos e dietéticos entre adolescentes. Programas de intervenção focados na promoção de hábitos alimentares saudáveis (e no monitoramento da velocidade de ganho de peso) devem iniciar precocemente e os achados deste estudo reforçam a importância da manutenção de ambientes saudáveis até a adolescência, para consolidação dos hábitos adquiridos, como uma das prioridades em programas de saúde pública.pt_BR
dc.description.abstract-enIntroduction: A growing body of evidence suggests that feeding practices during the first year of life provide the basis for food habits in childhood and tend to track later in life, influencing both short- and long-term health. Interventions focusing on complementary feeding practices may, thus, have the potential to influence health patterns throughout the life course. Objective: To assess the long-term effectiveness of dietary intervention accomplished during the first year of life on insulin resistance levels among school-age children and on anthropometric, metabolic and dietary variables among adolescents. A second objective was to investigate the relation between insulin resistance at schoolage and the weight changes over time. Methods: A randomized field trial was conducted with 500 mothers who gave birth to full-term infants babies with birth weight ≥2500g, between October 2001 and June 2002, in São Leopoldo, Brazil. Mothers in the intervention group received dietary counseling on breastfeeding and complementary feeding based on the “Ten Steps for healthy feeding from birth to two years of age” during the first year of life of their children. The dietary counseling was carried out by six couples of undergraduate students in Nutritional Sciences in home visits to the mothers within 10 days of the child’s birth, monthly up to 6 months and with subsequent visits at 8, 10 and 12 months. Fieldworkers blinded to assignment assessed socio-demographic, dietary and anthropometric data during follow-up at ages 1, 4, 8 and 12 years. At 8 and 12 years old, fasting blood tests were performed to estimate serum glucose and insulin concentration and homeostasis model assessment index of insulin resistance (HOMA-IR) value among school-age children and complete lipid and glucose profile, and PCR and cortisol concentrations among adolescentes. Results: Of the 500 recruited children (intervention n=200, control n=300), 397 underwent the 1-year, 354 the 4-year, 315 the 8-year and 214 the 12-year assessment. There was no effect of the intervention on glucose and insulin concentrations or HOMA-IR values among children at the age of 8 years. A positive association was observed between BMI zscore variation from birth to 8 years and insulin and HOMA-IR values at 8 years old. Among adolescents, there were no significantly differences between intervention and control groups in regard to nutritional status, serum lipid and glucose profile, PCR and cortisol concentrations and ultra-processed products consumption. Conclusions: The results clearly show that accelerate weight gain from birth to 8 years old is a predictor of insulin resistance impairment, reinforcing the importance of monitoring the BMI trajectory in infancy and childhood at preventing early metabolic alterations. Nevertheless, a home-based maternal dietary counseling during the first year of life was not longeffective in improving glucose, insulin and HOMA-IR at 8 years old and on anthropometric, metabolic and dietary variables among adolescents. Intervention programs to promote healthy dietary pattern should initiate early in life and our findings suggest the importance of supporting a dietary safe environment (including weight gain velocity monitoring) throughout adolescence as a priority in public health strategies.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/506
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.requiresAdobe Readerpt_BR
dc.rightsAcesso Aberto Imediato*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/*
dc.subjectEnsaio Clínicopt_BR
dc.subjectAconselhamentopt_BR
dc.subjectNutrição da Criançapt_BR
dc.subjectResistência a Medicamentospt_BR
dc.subjectInsulinapt_BR
dc.subjectÍndice de Massa Corporalpt_BR
dc.subject[en] Clinical Trialen
dc.subject[en] Counselingen
dc.subject[en] Child Nutritionen
dc.subject[en] Drug Resistanceen
dc.subject[en] Insulinen
dc.subject[en] Body Mass Indexen
dc.titleImpacto do aconselhamento dietético durante o primeiro ano de vida e desfechos em escolares e adolescentespt_BR
dc.typeTesept_BR
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