Impacto da obesidade na mortalidade, qualidade de vida relacionada a saúde e estado funcional em pacientes pós-UTI

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Objetivo: Avaliar se a obesidade pode ser um fator protetor em relação a mortalidade, a qualidade de vida relacionada a saúde (QVRS) e ao estado funcional em pacientes pós-Unidade de Terapia Intensiva (UTI) acompanhados após a alta hospitalar. Métodos: Este estudo consistiu em uma revisão sistemática com metanálise e em uma análise secundária de uma coorte multicêntrica. A revisão sistemática foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, EMBASE e Biblioteca Cochrane. A coleta de dados da coorte foi realizada em 10 UTIs brasileiras na qual foram incluídos 1600 pacientes sobreviventes de UTI acompanhados por 3 meses após a alta hospitalar. Os principais desfechos de ambos os estudos foram mortalidade, QVRS e estado funcional em pacientes pós-UTI. Para classificação da obesidade foi utilizado as categorias de Índice de Massa Corporal (IMC) propostas pela Organização Mundial da Saúde. Resultados: Foram identificados 17.663 estudos nas buscas realizadas, após a remoção de duplicatas, 16.142 foram selecionados para triagem de títulos e resumos. Destes 37 estudos eram potencialmente elegíveis. Por fim, 13 estudos foram incluídos. Os estudos apresentaram diferentes tempos de acompanhamento, variando de 28 dias a 1 ano. Além de apresentarem diferentes classificações para obesidade conforme o IMC (obesos em geral, obeso grau I e II e obeso severo). Os dados apresentados a seguir, são relacionados a comparação com peso normal. Pacientes com sobrepeso (RR 0.84, 95% CI 0.75-0.96, p=0.008, I2=59%), obesos em geral (RR 0.75, CI 95% 0.69-0.81, p<0.001, I2= 1%) e obesos grau I e II (RR 0.7, CI 95% 0.54-0.90, p=0.006, I2=27%) apresentaram menor risco de morte em até 30 dias pós-UTI. No período de 60 dias pós-UTI, pacientes obesos em geral (RR 0.75, CI 95% 0.66-0.86, p<0.001, I2= 0%) e obesos grau I e II (RR 0.7, CI 95% 0.58-0.85, p< 0.001, I2= 0%) apresentaram menor risco de morte. Em 90 dias pós-UTI, pacientes obesos grau I e II (RR 0.77, CI 95% 0.69-0.87, p<0.001, I2= 0%) apresentaram menor risco de morte. E por fim, em 1 ano pós-UTI, pacientes com sobrepeso (RR 0.83, IC 95% 0.70-0.97, p=0.021, I2= 64.21%) e obesos em geral apresentaram (RR 0.67, CI 95% 0.58-0.77, p<0.001, I2=47.71%) menor risco de morte. Na coorte, os pacientes obesos (mediana de 50.1 pontos IQR, 39.6-59.6) apresentaram menor QVRS no componente mental do que pacientes com peso normal (mediana de 53 pontos IQR, 45.6-60.1) (p=0.033). Não foram encontradas diferenças entre as categorias de IMC em relação ao componente físico da QVRS e ao estado funcional (p=0.355 e p=0.295 respectivamente). Em 3 meses pós-UTI, pacientes obesos morreram menos (11.8%) do que pacientes abaixo do peso (30.9%) e com peso normal (19.3%) (p<0.001). Conclusões: Em pacientes pós-UTI, a obesidade pode ter um efeito protetor em relação a mortalidade que pode variar conforme o tempo de acompanhamento e a categoria de IMC. Em 3 meses pós-UTI, pacientes obesos apresentaram menor QVRS no componente mental.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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