Modificação de parâmetros vocais pré e pós deglutição em indivíduos disfágicos
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Introdução: A análise da qualidade da voz como estratégia para identificação da presença de disfagia orofaríngea vem sendo utilizada em inúmeros protocolos de avaliação clínica. O termo “Voz Molhada” é uma das principais definições utilizadas atualmente para caracterizar a fonação de indivíduos disfágicos imediatamente após deglutir, devido ao acúmulo de alimento no trato faringolaríngeo que modifica a fonação. Apesar disso, poucos estudos na literatura foram realizados a fim de verificar a aplicabilidade desta forma de avaliação. Objetivos: Verificar os parâmetros vocais perceptivo-auditivos que se modificam após a deglutição de indivíduos com disfagia orofaríngea e compará-los com a fonação de indivíduos saudáveis após a deglutição. Além disso, propõe-se a verificar a compatibilidade entre os achados da avaliação perceptivo-auditiva e resultados do exame de videofluoroscopia, padrão ouro para diagnóstico da alteração. Metodologia: Foram avaliados 27 indivíduos disfágicos e 25 não disfágicos, diagnosticados por exame de videofluoroscopia. Antes do início do exame, os indivíduos realizaram a gravação da vogal sustentada /a/, a qual também foi realizada após a deglutição de cada consistência avaliada no exame (pastoso, líquido e sólido). Para avaliação vocal, utilizou-se a escala GRBAS (Grau de alteração, Rugosidade, Soprosidade, Astenia e Tensão) e a avaliação da presença de Voz Molhada. Três juízes cegos quanto aos grupos de estudo e ao momento de emissão realizaram as análises dos registros de voz. Em relação aos dados do exame, considerou-se para avaliação os aspectos de estase de alimento em valéculas e recessos piriformes, penetração laríngea, aspiração traqueal e grau de disfagia orofaríngea. Resultados: Houve diminuição do grau de alteração vocal e astenia e aumento da tensão após a deglutição de indivíduos disfágicos, sem diferença para o parâmetro voz molhada e demais parâmetros da escala GRBAS. Verificou-se que estas modificações da fonação ocorrem somente em indivíduos com disfagia orofaríngea, não havendo modificação significativa para sujeitos sem alteração de deglutição. Obteve-se sensibilidade e especificidade de ±50% para estase de alimento em recessos piriformes e valéculas para todas as variáveis; sensibilidade para detecção de penetração de 80% e aspiração de 66-75% para modificação de esforço fonatório, com 77-91% de valores preditivos negativos para os três parâmetros de avaliação, não havendo correlação das modificações com o grau de disfagia. Conclusão: A modificação dos parâmetros da escala GRBAS após a deglutição apresentou-se fidedigna à sua proposta de detecção, uma vez que indivíduos saudáveis não apresentam modificação fonatória após deglutir e houve boa compatibilidade com achados da videofluoroscopia.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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