Medo de falar em público: os efeitos de uma intervenção fonoaudiológica em parâmetros fisiológicos e na percepção da comunicação
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Wagner Wessfll
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OBJETIVO: Verificar os efeitos de um programa de aprimoramento comunicacional
fonoaudiológico em parâmetros relacionados ao medo de falar em público em
estudantes universitários. MÉTODO: Desenvolveram-se dois estudos: O estudo 1, de
caráter observacional transversal prospectivo, visou verificar o impacto de percepção
comunicacional e timidez autorreferidos em uma avaliação de fala em público (SSPS)
por meio de respostas coletadas via Google Forms. O estudo 2, um ensaio clínico
randomizado, avaliou os efeitos de um programa fonoaudiológico de aprimoramento
comunicacional na percepção de performance ao falar em público (autoavaliação,
avaliação da plateia e especialistas), no cortisol salivar na frequência cardíaca e na
escala SSPS; RESULTADOS: O estudo 1, composto por 1688 estudantes, média de
idade de 24,00±5,74 anos, revelou que aqueles não se consideravam bons
comunicadores (n=391) obtiveram média significativamente menores no SSPS em
relação àqueles que se consideravam bons comunicadores (n=180). Quanto à
facilidade para se expressar, participantes que referiram grandes dificuldades para se
expressar (n=65) tiveram média significativamente menores no em relação àqueles
que consideravam conseguir expressar-se com facilidade (n=387). Em relação à
timidez, participantes que se consideravam muito tímidos (n=520) obtiveram médias
significativamente mais baixas do que os não-tímidos (n=189). O estudo 2, composto
por 39 participantes, 22 pertencentes ao grupo intervenção, apontou para redução
significativa nos níveis de cortisol salivar e na frequência cardíaca, além da melhoria
na percepção da performance e na autoavaliação ao falar em público (SSPS) nos
sujeitos expostos à intervenção fonoaudiológica. CONCLUSÃO: Nesta tese foi
possível verificar a efetividade de um programa fonoaudiológico de aprimoramento
comunicacional, sendo ele capaz de melhorar níveis de cortisol, frequência cardíaca
e autopercepção ao falar em público em estudantes universitários. Pode-se concluir
ainda que os participantes com melhor autopercepção comunicacional e menor
autopercepção de timidez apresentaram uma autoavaliação mais favorável em
relação a apresentações em público.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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