A influência da exposição subcrônica de residual Oil Fly Ash (ROFA) sobre o comportamento alimentar, parâmetros do perfil lipídico e de estresse oxidativo em ratos

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Residual oil fly ash (ROFA) é o resultado de uma oxidação incompleta de materiais carbonados comum em áreas em que há queima de óleo e, sua composição, é rica em metais de transição. O ROFA apresenta partículas de diferentes diâmetros que são inaladas pelos seres humanos e podem causar danos principalmente ao sistema respiratório, porém, sabe-se que sua ação não está restrita somente a este órgão. A exposição à poluição atmosférica associada ao consumo de uma dieta altamente palatável pode atuar por diferentes mecanismos e contribuir para o desenvolvimento de doenças metabólicas. O objetivo deste estudo foi investigar se a exposição subcrônica ao ROFA promoveria alterações sobre o consumo e preferência alimentar e as interferências sobre parâmetros do perfil lipídico e de estresse oxidativo no pulmão, no coração, no pâncreas e no hipotálamo em ratos. Para isto, quarenta e quatro ratos Wistar machos foram distribuídos nos seguintes grupos: Controle (Salina + ração padrão, n=11), ROFA (ROFA + ração padrão, n=10), Chocolate (Salina + ração padrão + chocolate, n=11) ROFA + Choco (ROFA + ração padrão + chocolate, n=11). Os ratos foram expostos ao ROFA e a salina por instilação intranasal durante 18 semanas concomitantemente ao alimento palatável e/ou ração padrão durante os últimos trinta dias consecutivos. Os animais foram pesados uma vez por semana durante todo o experimento. O consumo e a preferência alimentar, ingestão calórica e eficiência calórica, ganho de massa corporal, deposição de gordura abdominal, glicose e perfil lipídico foram mensurados. Espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), atividade das enzimas antioxidantes catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD) foram avaliadas no pulmão, coração, pâncreas e hipotálamo. Durante o experimento, na primeira e segunda semana, a ingestão de chocolate foi maior nos animais expostos ao ROFA (P=0,006 e P=0,010, respectivamente) e a ingestão de ração padrão diminuiu na segunda e terceira semana (P=0,037 e P<0,001, respectivamente). Na primeira semana todos os animais consumiram alta quantidade de alimento. Entretanto, a quantidade de kilocalorias derivadas do chocolate foi maior nos animais expostos ao ROFA do que o grupo controle em todas as semanas (P<0,001). A ingestão calórica e o ganho de massa corporal não foram diferentes entre os grupos (P=0,515 e P=0,434, respectivamente). A deposição de gordura abdominal foi menor nos animais do grupo ROFA quando comparados aos demais grupos (P=0,007). Os níveis de triglicerídeos, colesterol total e HDL colesterol foram mais altos nos animais expostos ao chocolate (P<0,001, respectivamente). Não existiu diferença nos níveis de glicose sanguínea (P=0,525) e LDL colesterol (P=0,194). Os níveis de TBARS foram maiores no pulmão e coração do grupo ROFA quando comparado aos demais grupos (P<0,001, respectivamente), e no hipotálamo os níveis de TBARS foi maior no grupo ROFA + chocolate (P=0,002). Não existiu diferença significativa na atividade antioxidante das enzimas SOD e CAT. Estes achados indicam que a exposição subcrônica ao ROFA aumenta o consumo e a preferência alimentar para alimentos altamente palatáveis, como o chocolate, e é capaz de promover lipoperoxidação no hipotálamo.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

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