Impacto da Pandemia da Covid-19 no perfil epidemiológico das infecções respiratórias virais no Rio Grande do Sul
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Data
2022
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Editora
Editor Literário
Resumo
Introdução:As infecções respiratórias agudas podem levar a quadros clínicos graves, sendo
umas das principais causas de morte em todo o mundo. A Síndrome Respiratória Aguda
Grave (SRAG) pode ser causada por diferentes vírus respiratórios (VR), sendo a identificação
viral realizada, principalmente, através de técnicas moleculares. No Rio Grande do Sul (RS), o
diagnóstico e a notificação oficial dos casos são de responsabilidade do LACEN-RS e CEVS RS. Até 2019, o perfil de SRAG associada aos principais VR no RS seguia um padrão, o qual
foi impactado pela pandemia de Covid-19 em 2020 e 2021. A pandemia afetou a população
em diversas esferas econômicas, sociais e principalmente de saúde pública. Objetivo:Analisar
as variáveis epidemiológicas dos principais VR do RS, no período entre 2010 e 2019 (período
A) e no período de 2020 e 2021, para verificar como esse perfil epidemiológico foi afetado
pela pandemia.Métodos:Foram analisados dados de 29902 casos de SRAG do período A e
128642 casos do período B, incluindo informações de idade, sexo, sintomas, comorbidades,
desfecho (cura ou óbito) e a presença de VR, além da associação com sazonalidade. A
apresentação dos dados foi realizada através dos testes de Qui-quadrado e Análise de
Resíduos, além de média, percentual e valores absolutos. Os resultados foram considerados
associáveis quando p<0.0001 e significativo quando >1,96 para Análise de resíduos.
Resultados: Houve mais casos positivos para os vírus Influenza, Parainfluenza, Adenovírus e
Vírus Sincicial Respiratório no período A, enquanto no período B houve mais casos positivos
para SARS-CoV-2. Em ambos os períodos, a maioria dos pacientes erado sexo masculino.
Dos casos de SRAG positivos para algum VR, comparando os períodos entre si, foi observado
que no período A a maioria dos casos eram crianças menores de 5 anos (67,1%), os sintomas
mais frequentes foram febre e tosse, houve maior percentual de pacientes com
imunodeficiência/imunodepressão e pneumopatias e maior percentual de pacientes curados.
No período B a maioria dos casos eram indivíduos com mais de 60 anos (50,1%) e houve
baixo percentual de crianças menores de 6 anos (0,83%), os principais sintomas foram
dispneia e dor de garganta, e o percentual de pacientes com doença cardiovascular crônica
e/ou diabetes mellitus e de óbitos foi maior.Em relação à sazonalidade, no período
Aocorrerammais casos no período do outono e inverno, enquantono período B, apesar deum
pico de casos no inverno, a maioria dos casos ocorreu nos meses entre novembro e dezembro
de 2021, e entre março e abril de 2022.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Síndrome respiratória aguda grave, Vírus respiratórios, Vigilância epidemiológica, Covid-19, Epidemiologia, [en] Severe Acute Respiratory Syndrome, [en] Respiratory Syncytial Viruses, [en] Epidemiological Monitoring, [en] Epidemiology