Aplicação da Telereabilitação no manejo da fragilidade em idosos

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A fragilidade em idosos é uma síndrome geriátrica caracterizada pela redução da reserva fisiológica e aumento da vulnerabilidade, associada a desfechos adversos como quedas, hospitalizações e mortalidade. Este estudo explorou a telereabilitação como uma alternativa eficaz e acessível para idosos frágeis, visando comparar seus efeitos à fisioterapia presencial na capacidade funcional. Além disso, investigou as intervenções fisioterapêuticas aplicadas remotamente por meio de uma revisão sistemática. O estudo foi dividido em dois artigos. O primeiro apresentou o protocolo de um ensaio clínico randomizado e cegado com cálculo amostral de 50 idosos frágeis, divididos em dois grupos: Grupo Presencial (GP) e Grupo Remoto (GR). A proposta seria ambos os grupos realizarem um protocolo de exercícios multimodal (força, equilíbrio e flexibilidade) durante 12 semanas, com sessões de 30 a 40 minutos, duas vezes por semana. O GP receberia atendimento presencial, enquanto o GR acompanhado por videochamada em tempo real. As Avaliações pré e pósintervenção incluíram testes de funcionalidade, como o Timed Up and Go (TUG), e instrumentos validados de qualidade de vida, fragilidade e satisfação. O segundo artigo, uma revisão sistemática, identificou cinco estudos envolvendo 564 idosos pré-frágeis ou frágeis que utilizaram telereabilitação. As intervenções, predominantemente assíncronas, variaram de 12 a 26 semanas, demonstrando benefícios na redução do tempo sedentário, melhora da força muscular, qualidade de vida e diminuição dos índices de fragilidade. No entanto, a heterogeneidade dos instrumentos de avaliação e o alto risco de viés limitaram comparações mais robustas. Os resultados esperados incluem benefícios similares entre telereabilitação e fisioterapia presencial na capacidade funcional de idosos frágeis, demonstrando que o atendimento remoto pode ser uma alternativa eficaz, especialmente em cenários de acesso limitado. A telereabilitação também pode promover maior adesão e acessibilidade, reduzindo barreiras geográficas e econômicas, embora desafios como conectividade e suporte tecnológico permaneçam. O estudo conclui que a telereabilitação é uma abordagem promissora para a reabilitação de idosos frágeis, com potencial para transformar a prática fisioterapêutica. No entanto, 7 são necessários estudos adicionais para padronizar protocolos, superar barreiras tecnológicas e validar sua eficácia em diferentes contextos.

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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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