O impacto do Perfil Glicêmico na Dinapenia em pacientes com Doença Hepática Esteatótica associada a Disfunção Metabólica

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Estudos recentes demonstraram haver relação entre a doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (MASLD) e a dinapenia, sendo o perfil glicêmico um dos possíveis fatores comuns entre as duas condições. Objetivo: Correlacionar o perfil glicêmico com a funcionalidade muscular de pacientes com MASLD. Métodos: Estudo observacional prospectivo, onde foram avaliados pacientes com diagnóstico de MASLD atendidos no Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Foram coletados dados antropométricos, força de aperto de mão, e exames bioquímicos. Para definição do estadiamento de fibrose hepática foi adotado o escore FIB-4, e para avaliação da resistência à insulina o Lipid Accumulation Product (LAP). Para a caracterização da dinapenia adotou-se um ponto de corte baseado na própria amostra, sendo FAM <18,399Kg/f para mulheres, e <24,355 Kg/f para homens. Teste T de Student para amostras independentes foi utilizado para comparação das médias. Correlações avaliadas através do coeficiente de correlação de Spearman (rs) ou QuiQuadrado de Spearman. Resultados: Dos 205 pacientes avaliados, 175 eram nãodinapênicos (85,37%) e 30 dinapênicos (14,63%). Alta prevalência de hipertensão arterial sistêmica (76%), DM2 (58%) e dislipidemia (68%). Houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos dinapênicos e não-dinapênicos em circunferência abdominal (menor valor no grupo com dinapenia), e ALT e colesterol total (menor valor no grupo sem dinapenia). Nas correlações com a FAM, observouse correlações inversas com a insulina na amostra total e nos grupos sem dinapenia, e com o escore LAP no grupo sem dinapenia. Em relação aos indicadores do perfil glicêmico e o grau de comprometimento hepático, houve correlações entre glicose e o escore FIB-4 e insulina e FIB-4 na amostra total e no grupo sem dinapenia, e; entre glicose e ferritina, e entre insulina e ferritina no grupo com dinapenia. Conclusão: Não foi possível correlacionar o perfil glicêmico com a dinapenia de pacientes com MASLD. Ainda que não tenham sido observadas correlações fortes entre FAM, perfil glicêmico e comprometimento hepático, destacam-se a inter-relação entre dinapenia e MASLD com a síndrome metabólica, que pode contribuir para a progressão de ambas as condições.

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Medicina: Hepatologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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