Parâmetros neuromusculares e de composição corporal de mulheres vegetarianas estritas e nãovegetarianas antes e após 16 semanas de treinamento de força
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Este estudo investigou as diferenças na qualidade e função muscular, composição corporal e ingestão alimentar entre mulheres vegetarianas estritas e não vegetarianas não treinadas em força, além de analisar as adaptações da potência muscular após 16 semanas de treinamento de força. O trabalho foi um ensaio clínico não randomizado, conduzido em duas fases: a primeira de delineamento transversal (na linha de base) e a segunda longitudinal. Na Fase 1, participaram 71 mulheres (35 vegetarianas estritas e 36 não-vegetarianas), cuja análise da composição corporal foi realizada por absorciometria por emissão de raios-x de dupla energia (DXA) e antropometria; a função e qualidade muscular por dinamometria isocinética, teste de 1RM, salto vertical com contramovimento; e a ingestão alimentar foi avaliada por registro alimentar de três dias. Na Fase 2, participaram 45 mulheres (25 vegetarianas estritas e 20 não-vegetarianas) submetidas a 16 semanas de treinamento de força, sendo os mesmos desfechos avaliados, com foco na potência muscular. Os resultados da Fase 1 mostraram que não houve diferença significativa entre os grupos em massa magra, conteúdo e densidade mineral óssea, qualidade e função muscular. Além disso, vegetarianas estritas consumiram mais carboidrato e menos proteína, gordura e cálcio, porém não houve diferença na ingestão energética total entre os grupos. A ingestão de cálcio foi insuficiente em ambos os grupos. Métodos alternativos para estimativa da qualidade muscular apresentaram correlação significativa com os métodos laboratoriais de referência. Na Fase 2, a potência muscular aumentou significativamente em ambos os grupos após o treinamento, sem diferenças entre os grupos. Conclui-se que não houve diferenças significativas na massa magra, no conteúdo e densidade mineral óssea, na qualidade e na função muscular entre mulheres vegetarianas estritas e não-vegetarianas destreinadas em força, apesar da menor ingestão proteica apresentada pelas mulheres vegetarianas estritas. Entretanto, destaca-se a necessidade de monitoramento da ingestão de cálcio nesta população. Ademais, mulheres vegetarianas estritas e nãovegetarianas destreinadas em força apresentam adaptações semelhantes na função muscular após 16 semanas de treinamento de força.
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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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