Avaliação da resposta de derivados benzimidazólicos em modelo animal de epilepsia infantil

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Epilepsia é um dos problemas neurológicos mais comuns na infância e associa-se a atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, assim como a dano neuronal. Sua etiologia envolve um desequilíbrio entre neurotransmissores excitatórios e inibitórios que pode aumentar o estresse oxidativo. Tratamentos atuais não são capazes de controlar completamente crises epilépticas e as medicações utilizadas na população pediátrica tem sua eficácia baseada em estudos com adultos, desconsiderando potenciais efeitos adversos deletérios ao desenvolvimento. Portanto, a busca por novas drogas antiepilépticas é necessária, especialmente focada na faixa etária pediátrica e na neuroproteção. Moléculas benzimidazólicas e seus substituintes são potenciais alvos de pesquisa para este fim. Objetivo: Avaliar o efeito antiepiléptico de cinco derivados selenobenzimidazólicos inéditos em modelo de epilepsia neonatal em comparação à fenitoína. Métodos: Crises epilépticas foram induzidas com pentilenotetrazol em 132 ratos Wistar entre 10 e 15 dias de vida 30 minutos antes da administração dos novos compostos. Indivíduos foram observados por 60 minutos para avaliação de latência para início de crises, gravidade e duração das mesmas. Resultados: Quatro das cinco drogas testadas mostraram correlação positiva entre o aumento da latência e das doses administradas. A dose de 8mg/kg do composto 2-(2-clorobenzilselenil)-1H-benzo[d]imidazol mostrou-se eficaz em elevar o tempo de latência em relação ao controle negativo. Já o composto 2-((3-(trifluormetil)fenil)selenil)-1H-benzo[d]imidazol provocou uma redução significativa de crises convulsivas graves em comparação ao controle negativo, além de 100% de redução do tempo de duração de crises graves. Conclusão: Os novos compostos selenobenzimidazólicos podem permitir um novo campo de pesquisa para medicações antiepilépticas, especialmente devido ao Selênio presente como seu substituinte, com potencial antioxidante.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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