Avaliação de teste cutâneo de contato quanto à capacidade de identificação etiológica de eritema pigmentar fixo: revisão sistemática e meta-análise

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INTRODUÇÃO: O eritema pigmentar fixo (EPF) é uma farmacodermia com lesões recorrentes no mesmo local após reexposição ao fármaco. Embora o teste de provocação oral (TPO) seja o padrão-ouro, envolve riscos de reativação sistêmica e dilemas éticos. Testes cutâneos, como patch test e provocação tópica aberta (ROAT), surgem como alternativas seguras, contudo carecem de padronização e evidências de acurácia comparadas ao TPO. OBJETIVOS: Avaliar se o patch test e a provocação tópica possuem acurácia e segurança para substituir o TPO no diagnóstico do EPF, estimando sensibilidade e especificidade combinadas e analisando variáveis de positividade. METODOLOGIA: Revisão sistemática e meta-análise (modelo PICO) nas bases MEDLINE, Embase, LILACS, Scopus e Web of Science (desde 1972). Incluíram-se estudos comparando testes cutâneos ao TPO no EPF. A qualidade foi avaliada pelo QUADAS-2 e a síntese quantitativa utilizou modelos Bayesianos bivariados para estimar a performance diagnóstica e a curva SROC. RESULTADOS: Incluíram-se 78 estudos, com 225 intervenções em 145 pacientes. A performance foi superior em pele lesional (p < 0,001), com sensibilidade de 20,6% e positividade de 19,2%, contra 15,4% e 5,0% em pele não lesional [OR: 7,05 (IC 95%: 2,03–24,39)]. Variáveis técnicas e farmacológicas influenciaram o desempenho: houve maior positividade com uso de DMSO (100%) e no intervalo de duas semanas após resolução [Sensibilidade: 45,0%; Especificidade: 94,7%; OR: 14,72 (IC 95%: 1,78–121,2)]. Também houve maior reatividade para anticonvulsivantes (68,8%), excipientes (57,9%) e metabólitos (100%). O perfil de segurança foi favorável, com raras reações sistêmicas. CONCLUSÃO: Os dados desta revisão devem ser interpretados com cautela, dadas as limitações metodológicas da literatura disponível. Testes cutâneos são úteis, especialmente sobre a pele lesional, mas apresentam desempenho inferior ao TPO. Evidências sinalizam a necessidade de novos estudos prospectivos para padronizar fatores técnicos e permitir aplicação clínica mais assertiva e segura, especialmente quanto ao intervalo de testagem e ao veículo.

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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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