Validação do escore LACE em uma população brasileira como preditor de readmissão ou óbito em até 30 dias após a alta hospitalar

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Wagner Wessfll

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Introdução: a readmissão hospitalar não programada é um evento frequente, de reconhecido impacto no desfecho do tratamento do paciente e no resultado financeiro dos hospitais e sistemas de saúde. A taxa de reinternações inesperadas em até 30 dias após a alta é um indicador importante na avaliação da qualidade hospitalar. Os motivos que levam um paciente à readmissão em menos de um mês são complexos e devemos considerar o uso de ferramentas que permitam identificar os pacientes sob maior risco. Dentre elas, o escore LACE tem fácil aplicabilidade e já foi validado em diversas populações, porém não há estudos realizados no Brasil. Objetivo: validar o escore LACE como ferramenta preditora de readmissão não programada ou morte em até 30 dias após a alta hospitalar. Metodologia: composta por dois estudos. O primeiro é uma revisão integrativa da literatura acerca da acurácia do escore nas validações em diferentes países e perfis de pacientes, de modificações do escore e da sua aplicação para triagem em iniciativas de prevenção de readmissões. O segundo é a validação do LACE em uma coorte retrospectiva de pacientes admitidos para internação na enfermaria de clínica médica em um hospital de média complexidade de Porto Alegre. Resultados: o desempenho foi variável nas validações prévias do escore, com boa performance para a maioria dos pacientes clínicos (AUC ROC 0.58 – 0.77), porém baixa acurácia para alguns grupos de pacientes, como aqueles com insuficiência cardíaca. Na população deste estudo, a taxa de readmissão ou óbito precoce foi de 12,1%, e obtivemos uma AUC ROC do escore LACE = 0.689 (IC 95% 0.640-0.738 p<0,001). Utilizando LACE ≥ 12 como ponto de corte para alto risco, o risco relativo foi de 2,92 (IC 95% 2,24-3,79 p<0,001). Conclusões: o desempenho do escore LACE neste trabalho foi adequado e semelhante ao descrito originalmente, em linha com o observado em outros países. A sua utilização pode qualificar a avaliação de pacientes brasileiros com perfil epidemiológico semelhante à população desta validação.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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