Efeitos da exposição crônica ao ROFA em parâmetros metabólicos, oxidativos e inflamatórios de ratas obesas ovariectomizadas

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INTRODUÇÃO: Estudos epidemiológicos e experimentais têm demonstrado forte associação entre obesidade (induzida por dieta hiperlipídica - DHL) e exposição à poluição atmosférica (Material Particulado Fino – MP2,5) no desenvolvimento de doenças crônicas. Além disso, a redução nos níveis de estrogênio no período pós-menopausa também promove efeitos diretos no metabolismo, que podem ser agravados por outros fatores de susceptibilidade, como a combinação entre DHL e exposição ao MP2,5. Os três fatores implicados na presente proposta deste estudo (MP2,5, DHL e hipoestrogenismo) caracterizam-se individualmente pelo desenvolvimento de um quadro próinflamatório e pró-oxidativo que predispõe as mulheres ao desenvolvimento de doenças cardio-metabólicas. Contudo, poucos estudos têm documentado o efeito sinérgico destes fatores. Nesse sentido, se propôs investigar os efeitos metabólicos, oxidativos e inflamatórios da exposição ao MP2,5 em ratas obesas ovarietomizadas. METODOLOGIA: Para realização integral deste estudo foram utilizadas 54 ratas Wistar com 8 semanas, subdivididas inicialmente em 4 grupos (CTRL; ROFA; DHL; DHL+ROFA), que receberam como intervenções: exposição à solução salina ou ao poluente ROFA (250μg) via instilação intranasal (5 vezes/semana); dieta padrão (11,4% de gordura) ou dieta hiperlipídica (DHL, 58,3% de gordura). Na 12ª semana de estudo metade das ratas cada grupo foram submetidas à cirurgia bilateral de retirada de ovários (OVX) e as demais restantes, submetidas à falsa operação (Sham). Desta forma, a partir da 12ª semana de estudo os animais constituíram 8 grupos diferentes, os quais continuaram seus tratamentos experimentais até completarem 24 semanas de estudo, constituindo ao final do estudo, os seguintes grupos (n=6-9/grupo): CTRL; ROFA; DHL; DHL+ROFA; OVX; ROFA +OVX; DHL+OVX; DHL+ROFA +OVX. Ao final do estudo foram realizadas análises biométricas, parâmetros hematológicos e bioquímicos, e parâmetros de estresse oxidativo (TBARS, CAT e SOD) e inflamatório (IL-10, IL-6, HSP70). Os dados foram analisados estatisticamente por ANOVA de uma via (post hoc Tukey) no programa GraphPad 5.0 (p<0,05). RESULTADOS: A redução nos níveis de estrogênio (OVX) promoveu aumento do peso corpóreo e de adiposidade, desenvolvimento de edema hepático, hipercolesterolemia e intolerância à glicose, bem como perfil pró inflamatório (redução de IL-10 e aumento na razão IL-6 / IL-10). O grupo ROFA+OVX apresentou aumento de neutrófilos e da razão Neutrófilo/Linfócito, redução de defesa antioxidante (SOD) e aumento nos níveis de HSP70 hepática, indicando perfil pró-oxidativo, pró-inflamatório e resposta ao estresse celular. O consumo de DHL de forma isolada promoveu aumento dos níveis de colesterol hepático, e quando associado a OVX promoveu aumento de triglicerídeo hepático e formação de edema no fígado, no entanto, quando associados à exposição à poluição atmosférica (ROFA+DHL+OVX) não houve efeitos dessa associação. CONCLUSÃO: Em condição de declínio nos níveis de estrogênio, na pósmenopausa, ocorre um maior risco para desenvolvimento de doenças metabólicas, quando associado a fatores de risco isolados, como poluição atmosférica ou consumo de dieta hiperlipídica.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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