Capacidade funcional dos idosos após a alta da UTI: coorte prospectiva
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Resumo
Objetivo: Comparar a capacidade funcional de indivíduos idosos (60 a 79 anos)
com a dos idosos mais velhos (≥ 80 anos) seis meses após a alta da Unidade de
Tratamento Intensivo (UTI).
Métodos: Coorte prospectiva multicêntrica, onde foram coletados dados
referentes à internação na UTI, intervenções e desfechos após a alta hospitalar
(no pós-alta imediato, após 3 meses e após 6 meses). A força muscular foi
avaliada através do MRC (Medical Research Council) e da dinamometria
(preensão palmar); a capacidade de execução das atividades de vida diária e
independência funcional através do índice de Barthel; o nível habitual de
atividade física (IPAQ) através da classificação em ativo/muito ativo,
irregularmente ativo e nenhuma atividade física; e a qualidade de vida através
do SF12v2.
Resultados: Idosos mais velhos apresentaram maior grau de dependência
previamente à internação na UTI (Barthel: 73,0±30,0 vs. 86,5±22,6; p<0,001) e
após 3 meses (Barthel: 63,5±34,0 vs. 71,5±35,5; p=0,03). Os idosos mais velhos
apresentaram menor chance de serem ativos [(IPAQ 3º mês: 2,3% vs. 15,0%;
p<0,001) (IPAQ 6º mês: 81,4% vs. 63,0%; p=0,006)] e maior chance de não
exercerem nenhuma atividade física [(IPAQ 3º mês: 75,6% vs. 50,9%; p<0,001)
(IPAQ 6º mês: 81,4 vs. 63,0%; p=0,006)] após a alta da UTI. Em seis meses
após a internação, houve importante recuperação funcional, porém sem retorno
aos níveis prévios a internação na UTI. Os idosos mais velhos apresentaram
menor força muscular, através da avaliação da preensão palmar no membro
dominante (14,5±7,7 vs. 19,9±9,6; p=0,008) e do não dominante (13,1±6,7 vs.
17,5±9,1; p=0,02).
Conclusão: Podemos concluir que há uma grande perda da capacidade
funcional dos pacientes idosos que internaram na UTI ao longo de seis meses,
quando comparados previamente a internação. E ao comparar entre os grupos
de idosos e idosos mais velhos não se diferenciam ao longo dos seis.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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