Análise eletromiográfica de músculos utilizados na marcha de pacientes com lesão medular em duas diferentes modalidades de treino com Suporte de peso corporal

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Introdução: A lesão da medula espinhal é um dos mais graves acometimentos que pode afetar o ser humano e com enorme repercussão física, psíquica e social. Chamamos de lesão medular (LM) toda injúria às estruturas contidas no canal medular (medula, cone medular e cauda equina), podendo levar a alterações motoras, sensitivas, autonômicas e psicoafetivas. Para muitos pacientes, a deficiência persistente mais visível é a incapacidade de caminhar ou uma marcha parética lenta, com alto custo de energia. O treino de marcha com suporte de peso corporal (TMSPC) tem sido proposto como uma alternativa para a reabilitação de pessoas com LM, com o intuito de desenvolver ao máximo o potencial residual do organismo e auxiliar a reintegração na convivência familiar, profissional e social, e, tem sido utilizada de duas maneiras diferentes: na esteira e no andador em piso fixo. Objetivo: Comparar através do sinal eletromiográfico (EMG) os níveis de ativação muscular dos principais músculos envolvidos na marcha durante a deambulação com suporte de peso corporal na esteira e no andador em piso fixo em pacientes lesados medulares incompletos. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, no qual 11 pacientes lesados medulares incompletos foram submetidos a duas modalidades de treino de marcha com suporte de peso corporal, a primeira na esteira (em duas diferentes velocidades: 1 e 4km/h) e a segunda no andador em piso fixo. Foi realizada a aquisição do EMG nos músculos reto femoral (RF), vasto medial (VM), vasto lateral (VL) e glúteo máximo (GM). Resultados: Houve uma maior ativação muscular de todos os músculos analisados no treino na esteira quando comparado ao treino em andador, tanto a 4 km/h (RF: p=0,00), (VM: p=0,00), (VL: p=0,00) e (GM: p=0,00), como a 1km/h (RF: p=0,00), (VM: p=0,00), (VL: p=0,00) e (GM: p=0,00). Quando comparado as duas modalidades de treino na esteira, a 4 e 1km/h, não houve diferença estatisticamente significativa entre elas (RF: p=0,36), (VM: p=1,00), (VL: p=1,00) e (GM: p=0,16). Conclusão: A principal conclusão desta pesquisa foi que o treino de marcha com suporte de peso corporal ativou mais a musculatura dos músculos envolvidos na marcha no treino na esteira em relação ao treino no andador em piso fixo em pacientes com LM incompleta. A ativação muscular mostrou-se independente da velocidade da esteira. Portanto, o treino de marcha com suporte de peso corporal na esteira pode proporcionar ao paciente lesado medular incompleto um melhor desempenho no treino locomotor.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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