Tradução, adaptação cultural e validação do constant score para a Língua Portuguesa

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Introdução: A escala de avaliação funcional Constant score é um dos instrumentos mais usados no mundo para avaliação funcional do ombro. É um instrumento simples e prático que tem sido usado por pesquisadores em diversos países. Ele se diferencia dos demais por possuir um sistema misto de respostas (self-report e avaliativo), ou seja, existem dimensões em que o paciente necessita ser avaliado pelo profissional, como a força muscular através de dinamometria, por exemplo. Nenhuma outra escala de avaliação possui essa característica em relação à medida de força. Objetivo: O objetivo foi traduzir, adaptar culturalmente e iniciar o processo de validação para a utilização dessa escala no Brasil, através da verificação da consistência interna e realização de análise fatorial exploratória. Metodologia: As etapas para a tradução e adaptação cultural seguiram as orientações de Guillemin et al. (1993) e Beaton et al. (2000). Inicialmente, foram realizadas duas traduções independentes da versão original com tradutores nativos brasileiros (forward translation). Logo após, foram realizadas duas traduções independentes da versão unificada, durante a primeira etapa, por tradutores nativos americanos (backward translation) e, por fim, um teste em campo com 40 sujeitos, para a análise da semântica, de equivalência linguística, equivalência nas experiências diárias e equivalência conceitual. Depois das etapas de forward translation e backward translation e do teste em campo, iniciaram-se as análises necessárias para a verificação de validade da medida da Escala de Constant com a ampliação da amostra para 110 sujeitos. Resultados: Avaliaram-se 101 pacientes e nove participantes sem disfunção de ombro, totalizando 110 sujeitos. As etapas de tradução e adaptação cultural resultaram em poucas mudanças, após o teste em campo, para garantir a melhor interpretabilidade possível aos participantes. A partir da análise das propriedades psicométricas da Escala de Constant, obteve-se cargas fatoriais que variaram entre 0,60 e 0,91 com a sugestão de melhor solução para a extração de apenas um fator. Além disso, a variância explicada pela extração de um fator foi de 60,28%. A Escala de Constant apresentou correlação forte e negativa com a escala Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand – DASH (- 0,82, p < 0,05) e um alfa de Cronbach de 0,85. Conclusão: A partir desses resultados, é possível concluir que a Escala de Constant possui validade de conteúdo, de critério e de construto. Além disso, possui consistência interna adequada, satisfazendo as condições para sua utilização no meio clínico para avaliação de pacientes com disfunções de ombro.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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