Gestão da Atenção Primária à Saúde e uso de indicadores em contextos de desastres naturais: uma revisão sistemática mista

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Introdução: O aumento de desastres naturais impõe desafios significativos aos sistemas de saúde. A Atenção Primária à Saúde (APS), crucial para a resposta imediata e suscetível a impactos, exige o aprimoramento da capacidade de manter o cuidado e construir resiliência. O uso de indicadores de saúde é fundamental para o gerenciamento de ações estratégicas em contexto de desastres. Objetivo: Compreender como os indicadores de saúde fortalecem o gerenciamento das unidades de APS em cenários de desastres naturais. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática mista nos repositórios PubMed, BVS e Web of Science, utilizando descritores em português, inglês e espanhol sobre APS, indicadores de saúde e desastres naturais. Foram incluídos artigos primários publicados entre 2010 e 2025 que abordassem exclusivamente desastres naturais e a gestão na APS, excluindo-se os demais. Inicialmente, elaborou-se uma métrica de ponderação para classificar a relevância dos indicadores identificados. Em seguida, os achados foram examinados por Análise de Conteúdo, possibilitando uma síntese estruturada dos resultados. Resultados: A maioria dos artigos da amostra (n=16) são de estudos realizados em países asiáticos. No total, foram identificados 55 indicadores de saúde, distribuídos em quatro grupos: Mortalidade e Impactos de Desastres (A), Acesso e Capacidade da APS (B), Determinantes Ambientais e Riscos (C) e Cobertura de Serviços Preventivos (D). O grupo B concentrou a maior parte dos indicadores (36,4%). Entre os indicadores, três se destacaram pelas maiores pontuações: “Proporção de unidades de APS com plano de contingência” (B13), “Unidades de APS com programas de educação em saúde” (D29) e “Preparo para emergências e desastres” (A32) Conclusão: Existe um desequilíbrio significativo entre a alta relevância dos indicadores de planejamento e a baixa pontuação dos indicadores de capacidade operacional. Isso evidencia uma lacuna crítica entre planejamento teórico e prática na gestão de desastres pela APS.

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Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Gestão em Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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