Colonização por Streptococcus pneumoniae: manifestações respiratórias em coorte de crianças vacinadas com seguimento de um ano

dc.contributor.advisorDias, Cícero Armídio Gomespt_BR
dc.contributor.advisor-coSantana, João Carlos Batistapt_BR
dc.contributor.authorBenedetti, Jaqueline Elisa Verardopt_BR
dc.date.accessioned2023-02-16T13:05:39Z
dc.date.accessioned2023-10-09T14:00:00Z
dc.date.available2023-02-16T13:05:39Z
dc.date.available2023-10-09T14:00:00Z
dc.date.date-insert2023-02-16
dc.date.issued2021
dc.descriptionDissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.pt_BR
dc.description.abstractO Streptococcus pneumoniae é um agente potencialmente patogênico de preocupação global, pois está associado à uma elevada taxa de morbimortalidade, sobretudo em crianças que, muitas vezes, são responsáveis pela transmissão desse agente entre adultos e idosos. Mas, para que a doença ocorra, ela precisa ser precedida de colonização da nasofaringe, condição essa que pode levar à ocorrência do processo infeccioso. A implementação da vacina pneumocócica conjugada 10- valente (PCV10) no calendário nacional infantil foi um grande avanço para a saúde brasileira, verificado, em um primeiro momento, pelo seu impacto na redução de doença pneumocócica invasiva (DPI). Atualmente, observa-se a adaptação dos microrganismos circulantes em que sorotipos vacinais são substituídos por não vacinais (SNV), fazendo com que a taxa geral de colonização não diminua e que os sorotipos vacinais ainda ocorram. Há poucos estudos longitudinais e prospectivos acompanhando um número grande de crianças em idade pré-escolar por longos períodos, relacionando colonização e doença respiratória. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a influência da colonização por Streptococcus pneumoniae em crianças vacinadas quanto a desfechos infecciosos em um ano de observação. Para este estudo de coorte, foram elegíveis 228 crianças (perda 1,3%) entre 18 a 59 meses de idade, que tiveram coletado material de sua nasofaringe no "tempo zero", cujas famílias foram entrevistadas no "fim do seguimento". Finalizaram o acompanhamento, 225 participantes de pesquisa que, entre março de 2019 e outubro de 2020, foram entrevistados e a coleta de dados em prontuário realizada. Observamos uma alta taxa de colonização, 64,4%, e a presença de um único sorotipo vacinal pertencente a PCV10, o 6B (2,8% dos colonizados). Ser do sexo masculino mostrou associação para colonização (p=0,039). Quanto aos SNV (não PCV10 não PCV13), foram encontrados em 57% da coorte de colonizados, demonstrando a ocorrência do fenômeno replacement. Verificou-se que as crianças colonizadas por pneumococos não possuem risco aumentado para doenças respiratórias ou uso de antimicrobianos, não havendo associação entre essas variáveis. É plausível que altas coberturas vacinais e a observação prolongada da coorte, aliadas à alta ocorrência de SNV, que por consequência possuem menor virulência, possam ter levado a essa nulidade de associação. A única ressalva observada ocorreu caso a colonização aconteça pelo sorotipo 6B, mostrando a associação com a pneumonia em crianças abaixo de 2 anos de idade (p=0,016), exibindo uma observação inédita, não sendo encontrado outro relato semelhante até onde se tem conhecimento. Este ensaio mostrou que estar ou não portando Streptococcus pneumoniae não influenciou a ocorrência de doença respiratória em uma população de crianças totalmente vacinada, excetuando-se a pneumonia para os menores de 2 anos, quando a colonização ocorre pelo sorotipo 6B. Estudos que objetivam determinar e compreender a prevalência da colonização pneumocócica e a dinâmica de circulação dos sorotipos, como este, são de extrema importância por servirem de subsídio para o delineamento de estratégias direcionadas às políticas públicas no âmbito infantil, como por exemplo, o aumento da valência da vacina antipneumocócica disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com repercussões individuais e coletivas.pt_BR
dc.description.abstract-enStreptococcus pneumoniae is a potentially pathogenic agent of global concern, since it is associated to high morbidity and mortality rates, especially among children, who often are responsible for the transmission of this agent among adults and elderly. But, for the disease to occur, it needs to be preceded by colonization of the nasopharynx, which may lead to an infectious process. The implementation of 10-valent pneumococcal conjugate vaccine (PCV10) in the national schedule for children meant a great progress for Brazilian health, verified, at first, by its impact in the decrease of invasive pneumococcal disease (IPD). The adaptation of circulating microorganisms is currently observed: vaccine serotypes are replaced by non-vaccine serotypes (NVT), so that overall colonization rate does not decrease, and vaccine serotypes still occur. There are few prospective longitudinal studies that follow a large number of children (infants to preschoolers) for long periods and connect colonization and respiratory disease. Therefore, the objective of this study was to investigate the influence of Streptococcus pneumoniae colonization in vaccinated children regarding infections in a one-year observation. For this cohort study, 228 children aged 18–59 months were eligible, with nasopharynx material collected at “zero time”. After a 1.3% loss, 225 participants completed follow-up, with interviews at “end of follow-up” and medical record data collected between March/2019 and October/2020. We observed high colonization rate (64.4%) and the presence of only one PCV10 vaccine serotype, 6B (2.8% of colonized). Being male showed association to colonization (p=0.039). NVT (non-PCV10 and non-PCV13) were found in 57% of the colonized cohort, showing the occurrence of replacement. We found that children colonized by pneumococcus do not have an increased risk for respiratory diseases or antimicrobial use, with no association between these variables. It is reasonable that high vaccine coverage and long observation of the cohort combined with high occurrence of NVT, which, consequently, present less virulence, may have led to the absence of association. Restriction was only observed in cases of serotype 6B colonization, showing association with pneumonia in children under 2 years (p=0.016), which is an unprecedented observation, with no similar account found to our knowledge. This trial showed that carrying Streptococcus pneumoniae or not did not influence the occurrence of respiratory disease in a fully-vaccinated children population, except for pneumonia for children under 2 years, when colonized by serotype 6B. Studies that aim to determine and understand the prevalence of pneumococcal colonization and the circulation dynamics of the serotypes, such as this one, are extremely important for serving as a foundation for the design of strategies for public policies focused on children, such as an increase in the valency of pneumococcal vaccine provided by the Unified Health System, with individual and collective repercussion.pt_BR
dc.description.sponsorshipFundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS)pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/2030
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.requiresTEXTO - Adobe Readerpt_BR
dc.rightsAcesso Aberto Após Período de Embargopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/*
dc.subjectPneumococopt_BR
dc.subjectPortadorpt_BR
dc.subjectVacina Conjugadapt_BR
dc.subjectPneumoniapt_BR
dc.subjectCriançaspt_BR
dc.subject[en] Carrier Stateen
dc.subject[en] Vaccines, Conjugateen
dc.subject[en] Childen
dc.titleColonização por Streptococcus pneumoniae: manifestações respiratórias em coorte de crianças vacinadas com seguimento de um anopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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