Efeitos da realidade virtual em pacientes com amputação de membro inferior

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A amputação, definida como a retirada total ou parcial de um membro, trata-se de um recurso utilizado para o restabelecimento da saúde de um sujeito para o qual não há outras opções viáveis de recuperação de um membro lesado. Configura-se como importante problema de saúde pública, sendo responsável por altas taxas de morbimortalidade, além de causar impactos negativos em aspectos socioeconômicos e de saúde da pessoa amputada. Evidências sugerem que o uso de realidade virtual Imersiva (RVI) seja uma tecnologia capaz de auxiliar na reabilitação de pacientes amputados, podendo acelerar os resultados positivos da reabilitação. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a usabilidade e os efeitos de um aplicativo de exercícios físicos em RVI na reabilitação de pacientes com amputação de membro inferior (AMI). A usabilidade foi avaliada utilizando o instrumento System Usability Scale (SUS) com profissionais experts em reabilitação após exposição ao aplicativo de exercícios físicos em RVI com um Head-Mounted Display (HMD). Após resultado favorável - média total da SUS de 72.75 - realizou-se um protocolo de intervenção com pacientes com AMI. Um total de 41 participantes foram randomizados entre Grupo Controle (GC), que não recebeu a intervenção, e Grupo Intervenção (GI), que recebeu 16 sessões de RVI durante 8 semanas. Todos foram pré e pós avaliados em relação à dor do membro residual (DMR), dor do membro fantasma (DMF), telescopia do membro fantasma (TMF) e equilíbrio. Os participantes submetidos à intervenção foram também avaliados em relação a cybersickness e sensação de presença. Os resultados constataram piora significativa em relação a dor afetiva no GC, correlação negativa significativa entre variação na DMR e tempo de amputação, e correlação negativa significativa entre a sensação de presença no ambiente virtual (AV) com a frequência de sensação de "arroto" durante a intervenção. A RVI mostra-se promissora como uma ferramenta para reabilitação de pacientes com AMI, porém mais estudos são necessários.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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