A presença das dermatites de contato e o perfil dos agentes sensibilizantes em trabalhadores da área da saúde em duas instituições no Sul do Brasil

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Introdução: A dermatite de contato (DC) é uma dermatose comum, que representa grande parte das dermatoses ocupacionais, sendo os trabalhadores da área da saúde um grupo populacional frequentemente acometido pela doença. Existem poucos estudos sobre o tema no Brasil. Objetivos: Determinar a prevalência de dermatite de contato irritativa (DCI) e alérgica (DCA) nos trabalhadores da área da saúde do Hospital Sanatório Partenon e do Ambulatório de Dermatologia Sanitária do Estado do Rio Grande do Sul, a frequência dos agentes sensibilizantes e a prevalência de DC ocupacional nesta população. Material e Métodos: estudo transversal com um total de 280 trabalhadores das duas instituições. Aqueles com diagnóstico de DC foram submetidos aos testes de contato. Realizou-se descrição das variáveis e o teste do qui-quadrado foi utilizado para avaliar associações. Resultados: Foram incluídos 176 trabalhadores (representando 62,8% de todos os trabalhadores), com idade média de 42,9 anos, sendo 77,3% do sexo feminino. As profissões mais prevalentes foram técnico/auxiliar de enfermagem (36,4%), médico (30,0%) e enfermeiro (11,4%). 19,3% dos trabalhadores apresentaram diagnóstico de DC. Profissionais da enfermagem foram os mais comumente afetados pela DC (67,7% dos casos, p=0,009). DC foi mais frequente nos trabalhadores com história pessoal ou familiar de atopia (91,2%, p=0,0003). Do total de trabalhadores incluídos, 16,0% foram submetidos aos testes de contato, sendo que os agentes sensibilizantes mais frequentes foram o sulfato de níquel, o bicromato de potássio e o cloreto de cobalto. A prevalência de DCI foi de 42,9% e de DCA foi de 57,1%. A prevalência geral de DC ocupacional foi de 8,0%. Conclusão: encontramos alta prevalência de DC em profissionais da saúde e os profissionais da enfermagem foram mais frequentemente afetados Os agentes sensibilizantes mais frequentemente encontrados também podem afetar os trabalhadores em ambiente não-ocupacional, ampliando sua ação sensibilizante.

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