Avaliação do impacto de células tronco adiposo-derivadas em células de glioma e no microambiente tumoral
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Resumo
Glioblastoma multiforme (GBM) é o mais agressivo e maligno dos tumores primários cerebrais. Essa agressividade se deve, em parte, à capacidade invasiva desse tipo de tumor, o
que torna a sua completa ressecção cirúrgica praticamente impossível. Acredita-se que um dos fatores responsáveis pela alta malignidade desses tumores seja a capacidade das células tumorais passarem por um processo conhecido como transição epitélio-mesenquimal (EMT).
Durante a EMT, as células do tumor apresentam aumento de sua capacidade migratória e invasiva. Além disso, ocorrem alterações na morfologia das células, acompanhadas de aumento da expressão de marcadores mesenquimais. Entretanto, os mecanismos e estímulos que levam as células de glioma a sofrerem EMT ainda não foram completamente elucidados e ainda permanece em aberto o real papel das células que compõem o estroma tumoral em promover ou inibir EMT. Células tronco mesenquimais (MSCs) têm chamado a atenção de pesquisadores devido à sua aplicabilidade em terapia genica e celular, principalmente devido
à sua capacidade de homing a sítios tumorais. Entretanto, devido a sua alta plasticidade e capacidade secretória, não se sabe ao certo como essas células podem influenciar o
crescimento de tumores. A fim de elucidar algumas dessas questões, nosso objetivo neste trabalho foi investigar como o meio condicionado (CM) de células tronco adiposo-derivadas (ADSCs) pode influenciar a biologia de células de glioma de rato C6 in vitro e in vivo. Nossos resultados mostraram que o tratamento de células C6 com ADSC-CM induz alterações na morfologia celular e nuclear de células de glioma, bem como aumento da capacidade migratória in vitro. Além disso, as células C6 tratadas com ADSC-CM apresentaram reduzida capacidade de adesão e aumento na expressão de genes relacionados com EMT. Esses resultados indicam que o CM de ADSCs induz um processo de EMT-like em células de glioma C6 in vitro. Quando analisamos os efeitos das células C6 tratadas com ADSC-CM in
vivo, observamos que o tratamento de células C6 com CM não não alterou o padrão de crescimento ou malignidade dos gliomas gerados. Entretanto, quando células C6 foram coinjetadas com ADSCs, verificamos o surgimento de tumores maiores. Surpreendentemente,
esse tumores não apresentaram alteração nos níveis de expressão do marcador de proliferação
Ki67 e do marcador de astrocitose reativa GFAP. Desse modo, sugerimos a hipótese de que as células tumorais poderiam induzir uma espécie de transformação maligna nas ADSCs. Em conjunto, nossos resultados ressaltam a importância de se ter muita cautela na utilização de ADSCs como veículos terapêuticos no tratamento de doenças.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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