A Influência do consumo alimentar na capacidade funcional de idosos residentes em uma comunidade de Porto Alegre - RS

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O envelhecimento mundial está aumentando e ele afeta os indivíduos de forma heterogênea. Esse processo fisiológico pode ocasionar alterações anatômicas e funcionais que comprometem a qualidade de vida do idoso. O estado nutricional tem se mostrado capaz de influenciar a capacidade funcional. Portanto, a adesão a bons hábitos alimentares é importante para um envelhecimento saudável e o seu monitoramento se torna essencial para a manutenção da saúde. O objetivo do estudo foi relacionar o consumo alimentar com a capacidade funcional em idosos residentes em uma comunidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. O estudo realizado foi de corte transversal, de base populacional, através de visita domiciliar. Foram incluídos idosos a partir de 60 anos, residentes no Distrito Docente Assistencial (DDA) da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), localizado na zona norte da cidade. Aplicou-se um questionário sócio demográfico para conhecimento das características da amostra e a capacidade funcional foi avaliada através da escala de Katz para Atividades de Vida Diária (AVDs) e do escore de Lawton para as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs). O consumo alimentar foi aferido através do Recordatório 24h e, para as medidas antropométricas foram utilizadas a massa corporal, a estatura e o Índice de Massa Corporal. Os dados foram avaliados através do teste de Mann-Whitney para as variáveis não paramétricas e regressão logística para comparação entre as variáveis e a presença de dependência funcional. O nível considerado significativo foi de 5%. Foi utilizado o software SPSS para Windows (versão 22.0) para a realização dos testes estatísticos. Foram entrevistados 112 idosos com média de idade de 72,6 anos, sendo a maioria do sexo feminino (65,2%). Em relação ao desempenho nas atividades básicas e instrumentais de vida diária, 34,8% apresentaram algum tipo de dependência para a capacidade funcional. As pessoas independentes apresentaram um consumo maior de cálcio, fósforo e proteína em relação aos indivíduos com dependência (p < 0,05). Após a regressão logística foi encontrada uma relação entre a idade (aumento de 11,8% de chance de dependência funcional a cada ano de vida), o consumo de cálcio (aumento de 0,2% de chance para cada mg ingerido) e o estado civil (principalmente viúvos) com a dependência funcional. Com isso, pode ser concluído que o consumo dos nutrientes proteína, cálcio e fósforo, em níveis adequados, foi associado com a independência em idosos residentes na comunidade.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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