Caracterização Molecular de Isolados Clínicos de Staphylococcus aureus Resistentes à Meticilina (MRSA) Isolados em um Hospital do Sul do Brasil

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Staphylococcus aureus é considerado o microrganismo mais importante e com maior patogenicidade do gênero Staphylococcus spp. Responsável por infecções adquiridas tanto na comunidade como em ambiente hospitalar, pode apresentar perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos bastante restrito pela fácil aquisição de resistência, tendo os elementos genéticos móveis como responsáveis pelo processo. A resistência do microrganismo à meticilina é a mais conhecida e mais estudada até o presente momento. A colonização das mucosas e pele é um importante fator na patogenicidade e epidemiologia das infecções causadas por esses microrganismos, já que indivíduos colonizados apresentam maiores riscos de ser infectados. Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA) são causadores de doenças que comumente tem sua gravidade caracterizada de leve a grave, as principais são: foliculite, impetigo, furúnculos, osteomelite, bacteremia e síndrome do choque tóxico. No Brasil, 20% das bacteremias são causadas por S. aureus e aproximadamente 50% desse percentual apresentam resistência a meticilina, demostrando assim, sua importância clínica. Resistência à meticilina é determinada pela presença do gene mecA, inserido no elemento genético móvel SCCmec. A verificação do tipo de SCCmec constitui uma ferramenta bastante útil na epidemiologia de MRSA por possibilitar a caracterização da infecção como oriundas da comunidade ou do ambiente hospitalar. O presente estudo teve como objetivo realizar a caracterização molecular de isolados clínicos de MRSA oriundos do Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Todos os isolados apresentaram o gene mecA. De janeiro a junho de 2012, correspondendo o primeiro período, foram estudados 81 isolados. Do total de isolados, 24 foram tipados como SCCmec tipo I (30%), 10 tipo II (12%), 21 tipo III (26%), 4 tipo IVa (5%), 12 isolados tipo IVc (15%), 1 isolado tipo I e IVc (1%) e 1 tipo III e IVc (1%) simultaneamente. Amostras não tipáveis desse período corresponderam oito isolados (10%). Com isso, foi observado a incidência de SCCmec tipo I, caracterizando uma mudança com relação a tipagem de SCCmec se comparados a resultados anteriores já descritos na literatura com estudos em hospitais desta mesma cidade.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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