Impacto de um programa de atualização em alimentação infantil para profissionais de saúde no consumo de alimentos ultraprocessados: ensaio de campo randomizado por conglomerados

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Introdução: O consumo alimentar entre crianças tem sido investigado devido as intensas modificações nos padrões alimentares ao longo das últimas décadas. Recentemente foram estabelecidos critérios de classificação de alimentos de acordo com o propósito e grau de processamento industrial, que auxiliam na compreensão e análise dietética. Objetivos: O objetivo geral da presente dissertação foi avaliar o impacto de um programa de atualização em alimentação infantil para profissionais de saúde no consumo de alimentos ultraprocessados durante o seguimento de um grupo de crianças nas idades de 12 meses e 3 anos. Métodos: Ensaio de campo randomizado por conglomerados realizado em Porto Alegre (RS), Brasil. Vinte unidades de saúde foram randomizadas em grupo intervenção (n = 9) e controle (n = 11). Os profissionais das unidades de saúde do grupo intervenção receberam orientações quanto às diretrizes alimentares para lactentes do Ministério da Saúde. Aos 12 meses e 3 anos de idade das crianças, os dados dietéticos foram avaliados por meio de inquéritos recordatórios de 24 horas e os itens alimentares presentes foram classificados de acordo com o sistema NOVA. Resultados: Foram avaliadas 520 e 446 crianças aos 12 meses e 3 anos, respectivamente. O percentual de energia proveniente de alimentos ultraprocessados foi de 36,1 ± 2,3 e 46,9 ± 12,0 aos 12 meses e 3 anos, respectivamente. Aos 3 anos de idade, a ingestão nos valores absolutos de energia proveniente de biscoitos e salgadinhos (DM -23,5 kcal 95% IC, - 42,2 - 4,8) foram significativamente menores no grupo intervenção em relação ao controle, no qual diminuiu a ingestão energética de alimentos ultraprocessados (DM -50,3 kcal 95% IC, - 96,0 - 4,6). Consequentemente, as crianças do grupo intervenção apresentaram menores diferenças médias na ingestão energética total (DM -77,6 kcal 95% IC, -147,1 -8,1). Por outro lado, não foram observados efeito da intervenção aos 12 meses de idade. Conclusão: O programa de intervenção apresentou resultados positivos nas práticas alimentares durante a infância e adicionou informações sobre o consumo de alimentos ultraprocessados nos primeiros anos de vida.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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