Aconselhamento telefônico como alternativa de intervenção para jovens usuários de cocaína/crack: follow up 24 meses

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A juventude é marcada por um período de transição entre a infância e a adoção completa de um papel adulto. Esta fase evolutiva traz obstáculos que conduzem os indivíduos a um relacionamento conturbado, tanto consigo próprio, quanto com os demais. A busca de alívio para essa crise evolutiva pode ser responsável pelo envolvimento do jovem em atividades de risco, como o uso de drogas. Tal consumo pode acarretar sérios problemas no desenvolvimento do jovem. A telemedicina pode ser uma alternativa vantajosa para promover mudança de comportamento entre esta população. O anonimato e o acesso facilitado à orientação desprovida de preconceitos e julgamentos podem estimular os jovens à busca por ajuda. Promover intervenções precoces, com vistas à prevenção do uso de drogas, bem como da progressão da experimentação para consumos que refletem maior risco quanto ao uso problemático e gravidade do consumo, torna-se de extrema relevância para as políticas públicas. Desta forma, nesta tese buscamos investigar se o aconselhamento telefônico, baseado na entrevista motivacional auxilia os jovens à mudança de comportamento em relação ao uso de cocaína e crack. Além disso, ao identificar problemas na adesão ao tratamento proposto buscou-se investigar a percepção dos jovens para a não adesão ao tratamento e avaliar as características de consumo desta população. Com isto, foi possível a produção de três artigos: 1) “Aconselhamento telefônico para jovens brasileiros usuários de cocaína e/ou crack. Quem são esses usuários?”, que teve por objetivo descrever as características de consumo, comportamentos problemáticos associados ao uso e motivação para cessar o consumo entre adolescentes e jovens usuários de cocaína e/ou crack e comparar essas características. Fez-se um estudo transversal, com 2.390 usuários de cocaína/crack (adolescentes: 14-19 anos e jovens: 20-24 anos), 1471 jovens e 919 adolescentes. 2) “Mudanças nos comportamentos problemáticos decorrentes do uso de cocaína / crack em adolescentes e jovens brasileiros: acompanhamento de 6 e 24 meses” no qual os resultados da Entrevista Motivacional foram avaliados com base em intervenções telefônicas para jovens que relataram o uso de cocaína / crack. Os participantes foram aleatoriamente designados para a entrevista motivacional ou grupo de controle. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, questionários demográficos, avaliação da cocaína / crack na dependência de cocaína / crack e Escala de contemplação para avaliar a motivação para mudança de comportamento. Participaram do estudo 303 jovens com idade entre 14 e 24 anos. Apenas 154 desses participantes completaram um acompanhamento de 6 meses e somente 40 participantes finalizaram o seguimento de 24 meses. A entrevista motivacional foi mais eficaz do que a intervenção de controle na mudança de comportamento no uso de cocaína / crack entre os jovens que aderiram ao processo de acompanhamento no seguimento de 6 meses. Ao final d 24 meses de seguimento não se identificou diferenças significativas entre os grupos. Os participantes de ambos os grupos referem mudanças no comportamento em relação à quantidade de substância utilizada e; 3) “Obstáculos para a adesão ao tratamento entre jovens usuários de cocaína/crack atendidos em um serviço brasileiro de aconselhamento telefônico” em que foi realizado um estudo qualitativo de casos múltiplos. Participaram do estudo jovens usuários de cocaína/crack com idade entre 14 e 24 anos que ligaram para um serviço de aconselhamento telefônico no período de 2006 a 2013, com o intuito de buscar auxílio para cessar seu consumo. Foram realizadas ligações proativas cujo objetivo era investigar a situação de consumo. Nestas ligações proativas se investigou os motivos pelo quais os jovens não entraram em contato com o serviço nas datas previamente agendadas.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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