Associação entre religiosidade, espiritualidade, qualidade de vida e o sistema nervoso autônomo de pacientes com doenças pulmonares

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INTRODUÇÃO: Evidências científicas demonstram que a religiosidade e a espiritualidade (R/E) têm grande influencia sobre a saúde física e mental dos indivíduos. A maioria dos estudos apontam para melhor qualidade de vida, maior sobrevida, melhor saúde mental e menor incidência de doenças em geral. As doenças pulmonares comprometem de forma significativa a qualidade de vida dos pacientes, não tem cura, e em fase avançada tem indicação de transplante pulmonar. Pacientes com doenças pulmonares apresentam desequilibro autonômico, o que representa maior risco cardiovascular e de morte. Neste sentido, os objetivos deste estudo são: conhecer a R/E dos pacientes, comparar a R/E dos pacientes que aguardam em lista de transplantes com aqueles que não estão em lista, verificar se a R/E estão associadas com parâmetros clínicos e com a qualidade de vida dos pacientes. Avaliar o sistema nervoso autônomo dos pacientes com doença pulmonar intersticial e investigar se existe associação da R/E com a modulação simpática e parassimpática dos pacientes. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional transversal. Os pacientes com doenças pulmonares, inscritos no programa de reabilitação pulmonar foram avaliados na primeira semana de reabilitação. Coletamos os dados clínicos, qualidade de vida, R/E e o balanço simpatovagal coletado através do registro de um eletrocardiograma (ECG). RESULTADOS: Encontramos alta R/E, maior fé e espiritualidade total no grupo que aguarda em lista para o transplante de pulmão. Associação positiva entre a R/E com “aspectos físicos, saúde mental e aspectos emocionais”, domínios da qualidade de vida do questionário SF-36. Os pacientes com doença pulmonar intersticial (DPI) apresentam desequilíbrio simpatovagal e maior modulação do sistema nervoso simpático. A modulação simpática foi correlacionada positivamente com a capacidade vital forçada (CVF-L) da espirometria e com os aspectos sociais e emocionais da qualidade de vida. Além disso, o simpático (LFa) estava diretamente correlacionado com a paz. No grupo de pacientes com DPI, também encontramos correlação positiva entre a R/E com os domínios da qualidade de vida. CONCLUSÃO: Os pacientes com doenças pulmonares que participam de um programa de reabilitação pulmonar apresentam alta R/E, que se associou diretamente com a qualidade de vida. Além disso, os pacientes com doença intersticial apresentaram maior modulação do sistema nervoso simpático, que possivelmente permitiu melhor respiração. Da mesma forma, o simpático se relacionou com melhor qualidade de vida e maior sensação de paz.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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