Rastreamento citológico: progressão e regressão de lesões cervicais

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Introdução: O câncer do colo do útero é a terceira neoplasia mais incidente e a terceira causa de óbitos por câncer em mulheres brasileiras. Quando identificadas precocemente, as anormalidades no colo uterino podem ser tratadas ainda em estágios iniciais, aumentando as chances de regressão das lesões e cura da paciente. Nesse contexto, ressalta-se a importância da avaliação dos eventos de progressão e regressão das anormalidades cervicais, e possíveis fatores de risco. Objetivos: Analisar a frequência, progressão e a regressão de lesões precursoras do câncer do colo do útero, bem como sua associação com a idade e diagnóstico citológico, em um serviço de saúde de referência em oncologia. Materiais e Métodos: estudo de coorte histórica, com população dinâmica, realizado a partir de resultados de exames citopatológicos e anatomopatológicos do colo uterino. A coorte incluiu pacientes com diagnóstico citológico anormal no período de 2010 a 2014, e que foram acompanhadas entre janeiro de 2010 e julho de 2016. Resultados: Foram analisados 42.389 esfregaços cervicais, sendo que 4.427 foram elegíveis para análise da evolução das anormalidades cervicais. Na análise dos desfechos, observamos que pacientes com diagnóstico citológico de atipias em células glandulares apresentaram maior risco de progressão da anormalidade cervical (Hazard Ratio 2,0 e 95%IC 1,36 – 3,48). Também verificamos que pacientes com idade inferior a 25 anos apresentaram maior probabilidade de regressão de atipias e lesões cervicais (Hazard Ratio 1,4 e 95%IC 1,20 – 1,74). Conclusão: A avaliação dos eventos de progressão e regressão das atipias e lesões cervicais são fundamentais para maior compreensão sobre a evolução do câncer do colo do útero. Os resultados encontrados neste estudo contribuem para as atuais evidencias e recomendações de rastreamento citológico, e refletem a importância de estudos adicionais que avaliem outros (co)fatores de risco relacionados principalmente a anormalidades em epitélio glandular cervical.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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